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Bebê encontrado morto em Niterói já havia sofrido tentativa de agressão

Caso foi transferido para a Delegacia de Homicídios; mãe tem histórico de internações psiquiátricas e laudo da necropsia ainda não foi concluído

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 13 de janeiro de 2026 - 10:53
O menino foi encontrado sem vida dentro da residência onde morava com a mãe
O menino foi encontrado sem vida dentro da residência onde morava com a mãe -

Não foi a primeira vez que o bebê de 1 ano, encontrado morto dentro de casa no último domingo (11), no bairro Fonseca, em Niterói, teria sido colocado em risco pela própria mãe. Segundo o pai da criança, já havia ocorrido uma tentativa anterior de agressão severa, mas que foi interrompida por familiares. O caso foi transferido da 78ªDP (Fonseca) para a Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG). O laudo da necropsia ainda não foi finalizado.

O menino foi encontrado sem vida dentro da residência onde morava com a mãe. O caso veio à tona após o pai receber um telefonema informando que a criança estaria sozinha no imóvel. Ele saiu de São Gonçalo, onde mora, e seguiu para o local acompanhado da companheira. Ao entrar na casa, encontrou o filho já morto.

Em relato emocionado, o pai afirmou que a situação não era inédita e que a família já havia enfrentado um episódio grave anteriormente. “Ela já tinha tentado matar meu filho no ano passado. Eu e meu irmão conseguimos impedir. Agora eu quero Justiça e a guarda do meu outro filho, de 4 anos”, declarou.

Ainda segundo o pai, a mãe da criança teria deixado a residência pela manhã e ido até a casa da avó do bebê. Ela não falou o que tinha feito, mas como a criança estava sozinha, serviu como um alerta. Ao ser informado da situação, ele foi até o imóvel, onde se deparou com a criança já sem sinais vitais. “Meu filho estava morto, todo roxo. A casa estava toda bagunçada. Eu entrei em pânico e desmaiei”, relatou.

Familiares afirmam que a mulher apresenta histórico de surtos psicológicos e já havia passado por internações psiquiátricas anteriores. Após o ocorrido no domingo, ela voltou a ser internada no Hospital Psiquiátrico de Jurujuba. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que as informações sobre a internação são sigilosas.

O pai da criança explicou que na outra internação da acusada, os filhos foram morar com ele, mas quando ela saiu do hospital ela foi buscar os filhos. A mulher, ainda segundo familiares, fez escândalo na frente das crianças, exigindo que os filhos fossem com ela.

O Tribunal de Justiça do Rio informou que processos envolvendo menores tramitam em segredo de justiça, e não divulgou informações sobre a situação da guarda da outra criança.

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