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Comerciante executado em SG pode ter sido vítima da 'máfia dos cigarros'

Informações chegadas à polícia dão conta de que dono de depósito, no Porto da Pedra, se negava a comprar produtos ilegais de grupo, supostamente ligado também a caça-níqueis

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 21 de janeiro de 2024 - 09:37
Crime aconteceu na  Rua Joaquim de Oliveira, no Porto da Pedra, em São Gonçalo.
Crime aconteceu na Rua Joaquim de Oliveira, no Porto da Pedra, em São Gonçalo. -

Doze dis após a execução,a tiros, do comerciante, Thiago Trigueiro Gomes, de 37 anos, no depósito de bebiddas onde ele era proprietário, na Rua Joaquim de Oliveira, no Porto da Pedra, em São Gonçalo, a polícia tem novas denúncias sobre quem seriam os autores do crime e a motivação. Novos dados investigados pela Delegacia de Homicídios de Niterói Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) revelam que ele teria sido morto por estar se recusando a comprar cigarros contrabandeados de um grupo que atuaria também no comércio de máquinas caça-níqueis. 

Thiago foi morto por dois homens que foram ao ponto comércial da vítima, na manhã do dia 9 de janeiro. Informações chegadas à polícia dão conta de que dois homens, em uma moto, foram ao ponto comercial de Thiago, com objetivo de convencê-lo, mais uma vez, a comprar e comercializar os produtos do grupo, procedimento que já havia ocorrido pelo menos duas vezes, a partir deo final do ano passado.

Como o comerciante, se recusou, mais uma vez, os homens, que usavam capacetes para tentar não serem identificados,  acabaram executando Thiago a tiros no ponto comercial. Eles teriam fugido para uma rua próxima ao morro do Abacatão, no Boavista, e deixado a moto próximo àquela comunidade numa suposta tentativa de desviar o foco para que o crime fosse atribuido a traficantes de drogas da região. Horas após a execução, curiosamente, a informação de que o comerciante havia sido morto por traficantes ganhou  força.  

Os policiais da DHNISG já tomaram alguns depoimentos e também analisam imagens de câmeras para tentar chegar aos executores. Thiago estava há alguns meses em São Gonçalo, tentando se restabelecer através de seu trabalho porque também havia  saído do Rio, sob ameaças de milicianos, por também ter se recusado a pagar "taxas' para trabalhar. 

Quem tiver informações sobre o caso, pode informar ao Disque Denúncia, pelos seguintes canais de atendimento:

Central de atendimento: (021) - 2253 1177 ou 0300-253-1177

WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)

Aplicativo: Disque Denúncia RJ

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