Morre PM baleado em confronto no Fonseca

Morreu na tarde de ontem o PM e lutador de kickboxing, Thiago Machado Costa, 31, que estava internado no Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal) há uma semana, depois de ser baleado na cabeça durante confronto com criminosos, no Fonseca, Zona Norte de Niterói.
Momentos antes de saber da morte do marido, Fabiana da Cunha Almeida, fez um desabafo sobre o descaso com que o PM estava sendo tratado na Unidade Operatória (UPO). “Meu marido está em estado gravíssimo após levar um tiro na cabeça trabalhando para defender a sociedade, trabalhando pelo estado. Mas, até agora, não recebemos nenhum apoio do estado que ele defende. Não tem um médico específico para acompanhar o caso de Thiago”, contou.
Ainda de acordo com Fabiana, o soldado apresentava um quadro de pneumonia avançada, que adquiriu durante a internação no hospital, além de anemia por ter perdido muito sangue durante o acidente. Por esse motivo, apesar de ter recebido quase doações de 300 bolsas de sangue, após mobilização nas redes sociais, o procedimento de transfusão não pôde ser realizado.
Com o estado de saúde grave, bala ainda alojada na cabeça com risco de desenvolver uma infecção e sem condições de ser transferido para o Hospital da Polícia Militar (HPM), a família de Thiago já temia o futuro do soldado. “A transfusão de sangue poderia ter sido realizada nos primeiros dias em que meu marido esteve aqui no hospital. Mas agora, com pneumonia avançada, a mesma não pode ser realizada. Para piorar, os antibióticos para combater a pneumonia não estão fazendo efeito por causa da anemia. Parece que só estão esperando ele morrer, pois nada está sendo feito. Sei que ele terá sequelas e estou pronta para cuidar dele, mas quero que algo efetivo seja feito para a melhora dele”, declarou.
O comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Fernando Salema, contou que todos os esforços foram feitos para que o PM continuasse vivo. “Todos os esforços possíveis foram utilizados para que o soldado ficasse bem. Ele era muito forte e isso cooperou para que ele tenha aguentado tanto tempo, mas o hospital ofereceu todo o aparato necessário”, afirmou. Arma pode ter falhado - Policiais da Divisão de Homicídios (DH) investigam denúncia de que a arma que que o PM usava no dia do confronto com os criminosos falhou na troca de tiros.