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Pastor acusado de estuprar 7 mulheres é preso em SG

relogio min de leitura | Redação 01 de abril de 2016 - 23:15
Vítimas reconheceram carro com o couro do banco rasgado, usado pelo religioso para praticar os crimes. O veículo foi apreendido pelos policiais civis como uma das provas
Vítimas reconheceram carro com o couro do banco rasgado, usado pelo religioso para praticar os crimes. O veículo foi apreendido pelos policiais civis como uma das provas -

Por Renata Sena

“Foi horrível. Eu tremia e chorava muito. Ele gritava, xingava e me humilhava durante todo o período em que me manteve presa em seu carro. Achei que ia morrer e só dizia que precisava ver meu filho novamente. Agora, ao saber que ele foi preso, só peço a Deus para que ele não saia, e que outras mulheres não sofra o que estou sofrendo”.

O relato emocionado é de uma das sete mulheres vítimas de violência sexual, que teria sido praticada por um pastor evangélico em bairros de São Gonçalo e Maricá. Na noite da última quinta-feira, Silas Mendes de Oliveira, 24, acusado de cometer os crimes, foi preso por policiais da 75ªDP (Rio do Ouro) quando chegava em casa, em Várzea das Moças, São Gonçalo. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão temporária de 30 dias.

De acordo a polícia, as investigações tiveram início no dia 21 de março, quando uma mulher, de 28 anos, foi estuprada e procurou a delegacia. A partir daí, outras vítimas foram sendo localizadas e as características mais marcantes do criminoso, que usava touca ninja durante os ataques, foram sendo analisadas.

“Todas as mulheres afirmaram que o estuprador tinha língua presa, usava um carro prata com bancos de couro rasgados, além de detalhes peculiares do veículo, como uma alavanca preta no banco do carona e uma capa de bebê conforto rosa no banco traseiro”, explicou o chefe da investigação da distrital, acrescentando que uma das vítimas conseguiu anotar a placa do carro, o que facilitou na busca pelo acusado.

Ainda segundo os relatos das vítimas, com idades entre 28 e 55 anos, o estuprador agia sempre com muita truculência, usando uma arma ou faca para obrigá-las a entrar em seu Honda Civic prata. “Acreditamos que a arma seja falsa, pois algumas mulheres conseguiram correr da abordagem dele, e nenhum tiro foi disparado”, acrescentou o investigador.

No carro apreendido com Silas, a polícia encontrou o banco rasgado e a capa do bebê conforto, que foi reconhecido pelas vítimas.

“Não tenho dúvidas. Quando sentei no banco daquele carro tive a mesma sensação ruim novamente. Estou sem dormir direito e não sei quando vou esquecer o que passei ali”, afirmou a vítima, ao reconhecer o veículo do acusado. Na delegacia, Silas, que é casado e pai de uma menina de dois meses, negou os crimes. No entanto, o pedido de habeas corpus feito pelo advogado do acusado já foi negado pelo desembargador Gabriel Zéfiro.

“Uma das vítimas o reconheceu e narra a impressionante violência do fato delituoso. A prisão desse individuo não só é legal, mas imprescindível. O trabalho da autoridade policial demonstra zelo e se reveste de qualidade técnica acima da média. Dessa forma, indefiro o requerimento de liberação”, declarou o magistrado em seu despacho.

Silas foi encaminhado ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

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