Temporal ainda deixa marcas em São Gonçalo

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Dois dias após as chuvas que devastaram cerca de 40 bairros de São Gonçalo, pelo menos 100 famílias ainda estão desalojadas. No bairro Jóquei, moradores do Condomínio ‘Minha Casa Minha Vida’ vivem ainda mais um drama: em plena sexta-feira santa, pelo menos 100 apartamentos vazios dos conjuntos “Bem-Te-Vi” e “Arara”, em fase final de construção, foram invadidos e ocupados.
“Só a minoria que invadiu é que realmente precisa. Alguns estão aproveitando da situação para tomar os apartamentos”, declarou uma moradora, que preferiu não se identificar.
Nas proximidades do condomínio, na esquina das Ruas Maria do Nascimento com Alameda B, moradores atearam fogo em pneus velhos, colchão e móveis, em protesto a favor do conserto de uma ponte na rua principal do bairro. Sem água desde cedo, os moradores reclamaram sobre a falta de manutenção das tubulações da Cedae que romperam após a enchente.
Sacramento - Vítima da chuva que deixou um rastro de destruição por São Gonçalo, o porteiro aposentado José Cardoso, de 74 anos, foi sepultado no início da tarde de ontem, no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo. Ele deixou esposa, dois filhos e dois enteados. Moradora da região em que José morreu, a dona de casa Priscila Monteiro, 23, moradora do bairro Parada São Jorge, contabilizava os prejuízos após parte da casa ter cedido com a força da água, vinda pelo rio que corta a Rua Carlos Alberto Pinto. “Minha avó mora aqui há 41 anos e nunca tinha visto isso acontecer”, relatou, emocionada.
A Prefeitura informou que continua cobrando do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) a dragagem dos rios e canais que cortam a cidade. Sobre a invasão dos condomínios no Jóquei, a Caixa Econômica Federal não respondeu até o fechamento desta edição.