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Caso Lázaro: adolescente que violou túmulo alegou que 'sonhou que ele estava vivo', diz delegado

Segundo a polícia, o namorado da adolescente a levou até o cemitério para que ela cavasse a sepultura

relogio min de leitura | Redação 27 de maio de 2023 - 15:25
Após perícia realizada pela polícia, foi observado que o corpo e o caixão estavam intactos e o que havia sido quebrado e cavado era somente a sepultura
Após perícia realizada pela polícia, foi observado que o corpo e o caixão estavam intactos e o que havia sido quebrado e cavado era somente a sepultura -

O túmulo de Lázaro Barbosa, que passou 20 dias fugindo da polícia depois de ter matado uma família no Distrito Federal em junho de 2021, foi violado no dia 15 de março deste ano. De acordo com informações da Polícia Civil, a sepultura foi cavada por uma adolescente, de 15 anos

Segundo o delegado Rafhael Neris, a adolescente afirmou ter violado o local após ter sonhado que Lázaro estaria vivo.

O delegado pontuou que sugeriu o não indiciamento da adolescente, uma vez que ela estaria "em surto". 

A polícia explicou que, na época da denúncia da violação, houve a suspeita que o crânio de Lázaro tivesse sido furtado, no Cemitério de Cocalzinho de Goiás. No entanto, após perícia realizada pela polícia, foi observado que o corpo e o caixão estavam intactos. Segundo a polícia, na verdade, o que havia sido quebrado e cavado era somente a sepultura.

Ainda de acordo com a polícia, a adolescente convenceu o namorado de 21 anos a ajudá-la. Segundo o delegado, o jovem apenas levou a menina até o cemitério e não teve nenhuma participação no caso.

"A menina informou que vinha tendo vários sonhos com Lázaro, que aparecia e pedia para que ela o retirasse do túmulo pois estava vivo e precisava da ajuda dela”, disse o delegado.

"Ela estava em devaneio. O tempo todo ele [namorado] tentou alertá-la de que isso não estava certo e de que não eram para ir até o local, mas ela insistiu bastante", acrescentou Rafhael.

O delegado também afirma que durante a investigação, foi possível verificar uma imagem que mostra a adolescente saindo do cemitério com a roupa suja de terra.

"Ficou bem claro que foi ela quem rompeu o túmulo", pontuou.

Na época da violação, a Prefeitura de Cocalzinho, responsável pelo cemitério, publicou nas redes sociais, que ao saber da violação, acionou a polícia. Além disso, reforçou que, apesar da violação do terreno, o caixão estava intacto e que, após a perícia, os coveiros fizeram a limpeza do local e que a terra retirada foi reposta.

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