Soltura frustrada de balões em Magé é investigada por associação criminosa
A operação contou com o apoio do Grupamento Aeromóvel (GAM)

Magé, uma cidade na região da Baixada Fluminense no Brasil, testemunhou um evento criminoso frustrado neste domingo (21), quando indivíduos responsáveis pelo planejamento da soltura de um balão gigante de 50 metros passaram a ser investigados pelo Comando de Polícia Ambiental (CPAm) da Polícia Militar. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) incluiu esse incidente em uma investigação em curso iniciada em abril para identificar membros de um grupo de entusiastas de balões e acusá-los pelos crimes de associação criminosa e soltura de balões.
O coronel Luciano de Vasconcelos, comandante do CPAm, revelou que aproximadamente duas mil pessoas estavam presentes para testemunhar a soltura criminosa de balões. Ele também especulou que o grupo provavelmente organizou suas atividades por meio de uma rede social fechada. "Como era um local de difícil acesso, eles não esperavam uma operação policial. Os responsáveis conseguiram fugir ao entrarem no mangue, causando alguma agitação", afirmou. A operação contou com o apoio do Grupamento Aeromóvel (GAM).
Com a proximidade das festividades de junho, o número de incidentes desse tipo tende a aumentar. "Essa época do ano é quando trabalhamos mais. Muitos balões acabam caindo perto de aeroportos, especialmente em feriados religiosos. A soltura de balões é um crime, não uma tradição cultural", alertou o coronel Vasconcelos.
Durante a operação que impediu o festival no domingo (21), as autoridades apreenderam um balão de 50 metros de comprimento, uma bandeira de 100 metros, 100 kg de material explosivo, dois cilindros de gás, um pandeiro de dois metros (adereço), uma boca de balão com quatro metros de diâmetro e cordas para amarrar o balão.
No mesmo dia, os policiais do CPAm que realizavam patrulhas marítimas apreenderam outro balão que estava caindo na Baía de Guanabara, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro.