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Suposto bicheiro é investigado em inquérito que apura morte de ex-presidente de escola de samba

Polícia apura se Capitão Guimarães, pai do atual presidente, teve participação na morte de ex-dirigente da Unidos de Vila Isabel

relogio min de leitura | Redação 12 de maio de 2023 - 17:15
Moisés foi assassinado a tiros em setembro do ano passado
Moisés foi assassinado a tiros em setembro do ano passado -

Começou nesta sexta-feira (12/05) uma nova etapa da investigação da execução de Wilson Vieira Alves, o Moisés, ex-presidente da escola de samba Unidos de Vila Isabel morto a tiros em setembro de 2022. Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, ex-presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesa) e também acusado de envolvimento com jogo do bicho, é um dos alvos do inquérito, que visa cumprir cinco mandados de busca e apreensão.

Além dele, também está sendo investigado seu filho, Luiz Macedo Guimarães Jorge, que atualmente faz parte da presidência da escola. Fazem parte, ainda, da lista de alvos Alzino Carvalho de Souza e Deveraldo Lima Barreira, o 'Barreiriha', supostos homens de confiança dos Guimaraães, que estão presos por outros crimes.

Em um dos endereços investigados pela Polícia Civil, foi apreendido um carro da marca Porsche, avaliado em 700 mil reais, além de 10 mil reais em dinheiro. Aparelhos eletônicos e celulares foram apreendidos nos endereços; entre eles, um foi encontrado no Presídio Constantino Cokotós, em Niterói, onde Alzino está preso.


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Suposto bicheiro, Capitão Guimarães, de 81 anos, já foi aliado de Moisés. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando detalhes de uma suposta desavença entre os dois e apurando se isso estaria relacionado com o assassinato. Moisés foi morto em um posto de gasolina na Barra da Tijuca., no Rio. Ele estava voltando para seu carro, após passar em uma farmácia, quando foi atingido por um disparo na cabeça. O responsável pelo disparo fugiu junto de um comparsa em uma motocicleta.

Além desse caso, o Capitão Guimarães têm em seu histórico outro caso de homicídio em que é acusado de ter agido como mandante. Ele chegou a ser preso pela morte do pastor Fábio Sardinha, também baleado em um posto de gasolina - desta vez, o assassinato aconteceu no Colubandê, em São Gonçalo. Guimarães foi preso em dezembro do ano passado pelo crime, mas foi liberado para cumprir a pena em prisão domiciliar.

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