Desaparecimento de professor de artes marciais é investigado pela DH

Jorge sumiu antes de um evento de lutas, em Maricá, sábado
Foto: DivulgaçãoPor Sérgio Soares
A Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) assumiu o caso do desaparecimento do promotor de lutas e professor de artes marciais Jorge Antônio Leandro Valente, de 49 anos, que sumiu misteriosamente na noite da última sexta-feira, após um desentendimento com lutadores que participariam do “Maricá Combat”, naquele município. Organizado por Valente em um clube de Inoã, o evento foi cancelado no fim daquela noite por um segurança do promotor, logo após ele ter saído a pretexto de ir buscar dinheiro para fazer o pagamento dos atletas.
Nesse período, Jorge deixou uma mensagem de texto para a esposa, Laisa Valente, informando que havia dado “tudo errado” e que estaria sequestrado e sendo transportado na mala de um carro. Desde então, Jorge nunca mais foi visto, deixando dívidas com os lutadores, equipe de apoio e outras relativas ao aluguel do octógono que seria usado no evento. Sete lutas estavam programadas e, na principal delas, a atração era o veterano Johil de Oliveira, 45. Morador de Maricá, Johil estava há três anos sem lutar, e conquistou a fama no mundo das lutas no Pride, Cage Rage e IVC, tradicionais no circuito internacional de combates.
Além de pedir a uma empresa de telefonia a relação de chamadas feitas e recebidas no celular de Jorge, os responsáveis pelo caso na Divisão de Homicídios também vão ouvir a esposa dele as pessoas que participariam do evento. A especializada também investiga suspeitas dos atletas de que Valente teria simulado o sequestro por não ter como pagá-los. A informação, no entanto, é desmentida por Laísa.
“Acho que ele realmente foi sequestrado porque nunca desapareceu dessa forma. Jorge tinha muita ligação com nosso filho e quando ficava muito tempo longe de casa, sempre pedia para falar com ele quando me ligava”, afirmou ela, que é casada com Valente há 13 anos. No dia seguinte ao sumiço, Laísa procurou a 82ªDP (Maricá) para registrar o caso. Valente estava morando em Maricá e vivia através da promoção das lutas nas cidades da região Leste Fluminense. Ele procurava prefeituras e empresas para oferecer os espetáculos.