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Beatriz foi atingida por tiro de fuzil, segundo a polícia

relogio min de leitura | Redação 11 de março de 2016 - 23:46
Pai da pequena Bia, o vigilante Robson Barbosa disse que vai lutar por justiça e pretende processar o estado pela morte da filha
Pai da pequena Bia, o vigilante Robson Barbosa disse que vai lutar por justiça e pretende processar o estado pela morte da filha -

A bala que matou a pequena Ana Beatriz Duarte e Sá, de apenas cinco anos, partiu de um fuzil possivelmente disparado do alto do Morro do Zumbi, no bairro de mesmo nome, em São Gonçalo. É o que apontam as investigações iniciais feitas por agentes da 73ªDP (Neves). A menina foi atingida na nuca, no último domingo, quando brincava com outras crianças na varanda da casa do tio, no bairro Santa Catarina.

“O caso estava muito recente e até o momento nós tínhamos ouvido apenas o pai e o tio da menina. Eles falaram que não ouviram nenhum disparo. Sabemos que ela foi atingida por um tiro de fuzil. O projétil já foi encaminhado para a perícia para termos a certeza do calibre. Acreditamos que o disparo tenha partido da comunidade do Zumbi, já que as crianças brincavam de costas para o morro”, explicou a delegada Carla Conceição Guimarães Tavares, titular da distrital. Ela acrescentou que a Divisão de Homicídios vai assumir o caso. Em busca de justiça, o vigilante Robson Barbosa e Sá, pai de Bia, como era carinhosamente chamada, afirmou que não deixará o caso cair no esquecimento de forma alguma.

“Vou buscar de onde saiu o tiro que matou a minha filha. Isso é uma resposta que eu devo a ela e eu não vou me calar. Nem passa pela minha cabeça a sensação de impunidade, porque eu irei lutar por Justiça”, declarou Robson.

O vigilante ainda contou que pensa na possibilidade de processar o estado. “Nenhuma autoridade nos procurou. Não tive ninguém pra eu olhar na cara e falar sobre a covardia que fizeram com a minha menina. O projétil que a atingiu não foi de uma arma simples. Vou procurar um advogado e estudar a possibilidade de entrar com uma ação contra o estado”, protestou. Emocionado, o vigilante disse que os últimos momentos com a filha ficarão para sempre guardados em sua memória. “Fui visitá-la e assim que cheguei pedi um beijo. Ela veio correndo, me deu um beijo e um abraço. Meia hora depois ocorreu a fatalidade. Nem dentro de casa estamos em segurança”, comentou. O enterro do corpo de Bia será hoje, às 12h, no Cemitério de São Gonçalo.

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