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Um tiro que matou Beatriz e deixou milhares de feridos

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 10 de março de 2016 - 23:49
Ana Beatriz lutou pela vida durante quatro dias, mas não resistiu
Ana Beatriz lutou pela vida durante quatro dias, mas não resistiu -
Por Renata Sena
Depois de passar por uma cirurgia neurológica, sofrer três paradas cardiorrespiratórias e passar quatro dias lutando pela vida, a pequena Ana Beatriz Duarte e Sá, de apenas cinco anos, morreu no início da tarde de ontem. A menina estava internada em estado grave desde o último domingo, depois de ser atingida na cabeça por uma bala perdida, quando participava de uma confraternização familiar na casa do tio, em Santa Catarina, São Gonçalo.
 
A morte de Bia, como era carinhosamente chamada, gerou comoção na internet, nas ruas, na escola onde ela estudava e entre funcionários do Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, onde estava internada. 
“Tudo que era possível foi feito para a recuperação dela. Realmente foi uma história que tocou todo mundo. Na hora em que ela faleceu, acompanhantes de outros internos choraram por ela. Tudo isso foi muito triste”, lamentou uma funcionária, que preferiu não se identificar. 
Faltando pouco mais de um mês para completar seis anos, a morte prematura de Bia interrompeu diversos sonhos, como o de ter uma festinha com o tema da boneca Barbie. O pedido seria realizado pelos pais assim que ela deixasse o hospital.
Muito abalado, o vigilante Robson Barbosa e Sá, pai da menina, lamentou a perda precoce da filha e pediu Justiça. 
“Eu não vou ficar calado. O que aconteceu com minha filha foi um tiro em toda a sociedade. Nossa família está desolada, mas sabemos que agora ela virou um anjinho. Eu quero respostas. Precisamos saber quem tirou a vida da minha filha. Só espero que a polícia não deixe isso cair no esquecimento”, desabafou em meio às lágrimas.
A manicure Diana Duarte, mãe de Bia, que durante a semana gravou um vídeo e escreveu mensagens agradecendo o apoio da população, precisou ser amparada ao receber a notícia.
O corpo de Ana Beatriz foi encaminhado, no final da tarde de ontem, para Instituto Medico Legal (IML) de Tribobó. 
Luto e homenagens para a ‘menina encantadora’ 
Frequentando o mesmo colégio desde os dois anos de idade, Bia era adorada pelos profissionais e coleguinhas da Escola Paraquett, em Santa Catarina. Após a menina ser baleada no domingo, professores fizeram um mural, com fotos e cartazes, pedindo orações pela recuperação dela.
 
“Era uma criança encantadora, que alegrava o coração de todos que conviviam com ela. Uma menina sempre bem arrumada, com unhas pintadas e seu batom sempre certinho. Muito vaidosa, sorridente e meiga. Podemos falar um monte de qualidades da princesa, que nos deixou tão cedo. Foi uma perda que nos deixou sem chão”, desabafou a coordenadora da escola. 
Nas redes sociais, familiares receberam o apoio de amigos. “Chorei ao saber que sua princesa foi repousar nos braços do pai. Nem imagino o tamanho da sua dor, mas me coloco na posição de mãe amorosa que você é e peço a Deus que te dê forças e te mantenha de pé”, comentou uma amiga.

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