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Presa por injúria racial, mulher que chamou garçonete de 'macaca suja' é solta no Rio

Crime aconteceu no domingo em bar no Flamengo; Mulher foi presa em flagrante

relogio min de leitura | Redação 11 de abril de 2023 - 17:30
Funcionária de bar sofreu racismo e foi agredida por cliente em bar do Flamengo
Funcionária de bar sofreu racismo e foi agredida por cliente em bar do Flamengo -

Presa no último domingo (9) por injúria racial, Lívia Coelho, de 39 anos, foi solta na tarde desta terça-feira (11), após uma audiência de custódia. Ela chamou uma garçonete do Bar do Mané, Praia do Flamengo, na Zona Sul do Rio, de “macaca suja” e foi autuada em flagrante.

A vítima, Társila Almeida, de 21 anos, também ouviu da cliente do estabelecimento que ela não deveria trabalhar ali e teve sua cor comparada ao saco plástico da lixeira. O caso foi registrado como injúria por preconceito.

De acordo com o juíz Pedro Ivo Martins Caruso D'Ippolito, o crime desperta “ojeriza e repulsa”, mas alega que as penas para este tipo de crime são baixas: “À luz do caderno policial, o crime, em tese, praticado desperta especial ojeriza e repulsa, eis que violador das mais comezinhas regras de convivência social. Não obstante, por opção legislativa, as penas legalmente cominadas são baixas, de modo que não cabe ao Judiciário reconfigurar a reprimenda penal”, diz trecho da decisão.

Lívia ainda terá que comparecer mensalmente ao juízo, além de estar proibida de se ausentar do território onde reside por mais de 10 dias, de se aproximar a menos de 20 metros do bar do ocorrido e de ter contato ou se aproximar a menos de 100 metros da vítima ou de qualquer testemunha.

Sobre o caso 

A funcionária, que está grávida, explica que preferiu não dar atenção às ofensas da mulher. Logo em seguida, Lívia se levantou e começou a puxar as tranças de Társila

Segundo depoimento de um policial militar que atendeu a ocorrência, Lívia Coelho aparentava estar embriagada no momento que foi abordada. Lívia responde também a um processo por lesão corporal e desacato a dois policiais militares em 2022.

À delegacia, a mãe da suspeita alega que a filha possui transtorno afetivo bipolar e síndrome de dependência, o que a teria feito “perder o juízo crítico”. De acordo com ela, Lívia não possui “qualquer preconceito por raça, cor, etnia ou religião”.

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