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‘Guerra’ assusta moradores

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 08 de março de 2016 - 22:30
Traficantes colocaram fogo em ônibus, que atingiu veículos, moto e fios de prestadoras de serviços
Traficantes colocaram fogo em ônibus, que atingiu veículos, moto e fios de prestadoras de serviços -

A‘guerra’ entre traficantes rivais voltou a assustar moradores da Engenhoca, em Niterói, na madrugada de ontem. O conflito terminou com veículos queimados e moradores sem luz, telefone e água. De acordo com a polícia, criminosos ligados à facção Amigo dos Amigos (ADA) tentaram retomar o controle da venda de drogas no Morro dos Marítimos, atualmente gerenciado pelo Comando Vermelho (CV).

O confronto, que além de troca de tiros, teve explosão de granada, começou na noite de segunda e levou pânico aos moradores. “Era cada estouro que parecia que estavam tacando bomba dentro da minha casa. E como dormir com todo aquele tiroteio?”, questionou o morador. O confronto durou toda a madrugada e no início da manhã de ontem, traficantes incendiaram quatro veículos na Rua Dom Antônio Almeida de Moraes Junior: um ônibus da Viação Brasília, um Kadete, um Marea, além de uma motocicleta. O fogo atingiu fios, deixando moradores sem luz e telefone. Alguns hidrômetros também foram queimados e os moradores ficaram sem água. Na manhã de ontem, funcionários da Ampla, Cedae e Oi estavam no local. O presidente da associação de moradores da localidade, Nésio Francisco, lamentou o episódio. “Infelizmente, somos nós moradores de bem, trabalhadores, que pagamos o preço dessa ‘guerra’. Além de termos que nos acostumar com os constantes tiroteios, ficamos sem energia, sem telefone. Fora os moradores que perderam seus veículos”, disse.

O comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Fernando Salema, contou que o policiamento será reforçado na Engenhoca. “Vamos ocupar o Marítimos e faremos patrulhamentos nos acessos à comunidade. Assim que soubemos, uma equipe foi ao Marítimos e à Nova Brasília, que fica ao lado, mas não houve nenhuma prisão ou apreensão”, esclareceu Salema. A polícia investiga os criminosos que participaram da invasão.

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