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Delegacia do Mutuá fecha mais um escritório do crime em São Gonçalo

Os policiais se depararam com “CALL CENTER” da associação criminosa

relogio min de leitura | Renata Sena 07 de março de 2023 - 10:02
Material apreendido
Material apreendido -

Mais oito pessoas foram presas em flagrante por associação criminosa, e dois escritórios especializados em aplicar golpes em aposentados e pensionistas foram fechados nesta segunda-feira (06), no Centro de São Gonçalo. A prisão foi realizada por agentes da 72°DP (Mutuá).  

Policiais da Seção de Inteligência da delegacia receberam uma denúncia relatando que na Rua Doutor Nilo Peçanha, 110, no Centro de São Gonçalo, funcionava uma empresa de fachada onde eram aplicados golpes do falso empréstimo consignado em aposentados e pensionistas.   Diante da informação recebida e da prática reiterada de tal crime na região de São Gonçalo, por volta das 15h, os policiais se dirigiram ao citado endereço. No local os policiais se depararam com “Call Center” da associação criminosa, onde quatro mulheres trabalhavam, oferecendo empréstimos consignados e renovação de contratos fraudulentos, via contatos telefônicos.    

Leia Mais : Polícia prende 9 e acaba com 'telemarketing do crime' em São Gonçalo

Contudo, enquanto os policiais faziam uma varredura no andar do prédio, tiveram atenção voltada para uma segunda sala no mesmo andar. Nesta sala havia uma movimentação de pessoas, sendo possível ouvir nitidamente que naquele local funcionava outro Call Center, apesar do imóvel ostentar na porta um cartaz de “alugo ou vendo”.   

Após bater à porta da sala e ter a entrada franqueada pelos funcionários, os policiais constataram que se tratava de um segundo escritório voltado para as atividades criminosas do falso empréstimo consignado, destinado a aplicar golpes em aposentados e pensionistas, onde foram presos um homem e três mulheres.   

O golpe consiste em consultar um banco de dados de clientes bancários, analisar empréstimos e margem disponível, e através de contato telefônico, ludibriar a vítima com supostas vantagens. Geralmente, a vantagem oferecida seria de refinanciar o valor do empréstimo com juros menores, diminuindo o valor da parcela. No entanto, fraudulentamente, um novo empréstimo era contratado sem a anuência da vítima.   

 

Autor: Divulgação
  

Vale ressaltar que em ambos os escritórios foram recolhidas diversas anotações dando conta de movimentação financeira, bem como um passo a passo do “modus operandi”, ou seja, um roteiro de como as atendentes deveriam agir para convencer as vítimas a aceitarem os empréstimos. Ao final, os valores não eram creditados na conta das vítimas, ou quando eram, estas aceitavam devolver o valor, ficando com uma parte pequena do empréstimo, em troca do escritório firmar o compromisso de pagar as parcelas vincendas. Posteriormente, após, duas ou três prestações pagas, a empresa deixava de quitar as prestações, ficando a vítima com toda a dívida, aumentada de juros e correção monetária.   

As investigações prosseguem no sentido de identificar as empresas envolvidas no esquema fraudulento, bem como os chefes dessa quadrilha que vem gerando grandes prejuízos principalmente a aposentados e pensionistas. 

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