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Agiotas obrigavam vítimas a se prostituírem para pagarem dívidas

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 29 de fevereiro de 2016 - 22:44
Sete acusados de integrarem a quadrilha que atuava em São Gonçalo e Niterói acabaram presos durante a ‘Operação Sanguessuga’. Na ação, agentes apreenderam R$ 3 mil e quatro carros de luxo
Sete acusados de integrarem a quadrilha que atuava em São Gonçalo e Niterói acabaram presos durante a ‘Operação Sanguessuga’. Na ação, agentes apreenderam R$ 3 mil e quatro carros de luxo -

Sete pessoas acusadas de integrarem uma quadrilha de agiotas - que teria feito aproximadamente 400 vítimas em São Gonçalo e Niterói - foram presas por policiais da 74ªDP (Alcântara), na manhã de ontem.

A operação, batizada de Sanguessuga, contou com o apoio de agentes do 4º Departamento de Polícia de Área (4º DPA) e da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), e tinha como objetivo cumprir 10 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão por formação de quadrilha, extorsão qualificada e crime contra economia popular (agiotagem).

Segundo o chefe do Setor de Investigações (SI) da distrital, Renato Araújo, os acusados - entre eles quatro homens e três mulheres, que não tiveram os nomes divulgados - se utilizavam de violência verbal e ameaças para cobrarem altos juros pelos empréstimos, além de obrigarem algumas vítimas a se prostituírem para quitarem seus débitos.

“Estamos apurando, principalmente, os crimes que ocorriam em Alcântara, porém o bando atuava em todo o estado. O Serviço de Inteligência da delegacia conseguiu identificar esses suspeitos e prendê-los após a justiça decretar a prisão temporária dos envolvidos”, explicou Renato.

Durante a operação, os agentes apreenderam cerca de R$ 3 mil em espécie, cheques de vítimas, quatro carros de luxo, uma motocicleta, notebook, agendas e grande quantidade de material de contabilidade do serviço ilegal de empréstimo.

Ainda segundo a polícia, a ação terá desdobramentos a partir dos depoimentos das vítimas das extorsões, que podem ir até a delegacia para identificar os suspeitos.

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