Suspeito de matar a própria família no Recreio nega o crime em depoimento
De acordo com a Polícia Civil, antes de matar as vítimas, Alexander da Silva teria as dopado

O motorista de aplicativo Alexander da Silva, de 49 anos, negou, após ser preso, que tenha matado sua esposa e seus dois filhos em um prédio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. A polícia, entretanto, não tem dúvidas da autoria do crime. As vítimas foram encontradas mortas dentro do apartamento onde elas moravam.
De acordo com os investigadores, a mulher e a filha mais velha foram baleadas. Já o bebê, de apenas 11 meses, estrangulado.
Alexander responde na justiça pela morte de uma ex-companheira em 2009.
O homem foi preso dentro do condomínio onde as três vítimas foram encontradas mortas. Quando a polícia chegou, o motorista de aplicativo estava sendo agredido por vizinhos, que o acusavam de matar a própria família.
Em um dos quartos do apartamento, a polícia encontrou os corpos de Andréa Cabral Pinheiro, de 37 anos, casada com Alexander, e também de Maria Eduarda Fernandes Affonso da Silva, de 12 anos, filha dele com outra mulher. As duas foram baleadas.
Por conta das agressões que sofreu, Alexander foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Em seguida, ele foi encaminhado para prestar depoimento na DHC.
Outro crime
O motorista de aplicativo já responde na justiça por outro crime. Segundo denúncia do Ministério Público, no dia 25 de julho de 2009, Alexander utilizou um objeto cortante e desferiu golpes contra Tatiane Rosa de França, de 27 anos, com quem manteve um relacionamento.
As lesões na região do pescoço provocaram a morte da mulher, assassinada, segundo o MP, porque Alexander não aceitava o fim do noivado.
Em novembro do ano passado, o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 1ª Vara Criminal, entendeu que Alexander era culpado e enviou o caso para o Tribunal do Júri.
O Governo do Estado mobilizou equipes da Secretaria Estadual da Mulher para acompanhar os familiares.
Apesar das provas contundentes contra ele no homicídio de 2009, Alexander da Silva ganhou o direito de responder em liberdade. Desta vez, preso pela Delegacia de Homicídios, ele deve responder por, pelo menos três crimes.
"Por homicídio, por feminicídio e também vai estar incluído na nova lei que trata da violência doméstica contra criança e adolescente", informou o delegado do caso.