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Polícia realiza operação contra quadrilha que atraía vítimas com anúncios falsos de vendas

De acordo com os agentes, os autores anunciam vendas de veículos em sites e perfis de redes sociais

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 09 de fevereiro de 2023 - 08:17
Eles usavam anúncios em sites de vendas para atrair as vítimas para emboscadas.
Eles usavam anúncios em sites de vendas para atrair as vítimas para emboscadas. -

Policiais civis da 56ª DP (Comendador Soares) realizam, nesta quinta-feira (09/02), a "Operação Tamboril" contra uma quadrilha acusada de roubo majorado, extorsão e associação criminosa. Eles usavam anúncios em sites de vendas para atrair as vítimas para emboscadas.

Os agentes estão nas ruas para cumprir cinco mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão em desfavor de integrantes da organização criminosa que atua na comunidade Lagoinha, em Nova Iguaçu, e áreas próximas. Outros cinco mandados de prisão preventiva são contra criminosos de outra quadrilha, porém que atuam na mesma região. Até o momento, quatro pessoas foram presas.

De acordo com os agentes, os autores anunciam vendas de veículos em sites e perfis de redes sociais. Na sequência, atraem os interessados com o argumento de ver o carro pessoalmente a fim de concretizar o negócio, ficando combinado que o pagamento deve ser feito preferencialmente via pix. No entanto, o encontro se trata de uma emboscada.

Chegando ao local indicado, as vítimas são surpreendidas por um grupo de criminosos armados de pistolas e fuzis. Mediante sequestro, as pessoas têm seus pertences pessoais subtraídos e são levadas para uma área de mata, onde são torturadas, agredidas e ameaçadas de morte para revelarem as senhas dos celulares e dos aplicativos de banco.

De posse dos dados bancários, a quadrilha realiza transferências via pix de todos os valores que as vítimas dispõem para contas de pessoas também envolvidas com o grupo criminoso.

Segundo os agentes, de junho de 2022 a janeiro deste ano, 27 pessoas foram lesadas. O prejuízo estimado é de R$ 150 mil. As investigações seguem, inclusive contra outras quadrilhas, e apontam que há envolvimento de milicianos daquela localidade na mesma modalidade criminosa. O grupo paramilitar seria responsável por fornecer o armamento para a execução deste tipo de delito.

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