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Disque Denúncia pede informações sobre envolvidos na morte de PM

A vítima foi morta com um tiro de fuzil na cabeça, após entrar por engano nas comunidades da Vila Aliança e Cavalo do Aço

relogio min de leitura | Redação 03 de fevereiro de 2023 - 08:42
Os dois traficantes seriam os responsáveis pela morte do Subtenente da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Luís Carlos da Silva, de 52 anos, que foi brutalmente assassinado no dia 23 de novembro do ano passado
Os dois traficantes seriam os responsáveis pela morte do Subtenente da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Luís Carlos da Silva, de 52 anos, que foi brutalmente assassinado no dia 23 de novembro do ano passado -

O Disque Denúncia, divulga nesta sexta-feira (03), um cartaz para ajudar no inquérito instaurado pelo Núcleo de Investigação de Morte de Agentes de Segurança da delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a fim de obter informações que possam levar às prisões de Rafael Alves, vulgo “Peixe” ou “Flamengo”, chefe do tráfico da Vila Aliança, e José Rodrigo Gonçalves Silva, vulgo “Sabão”, líder do tráfico no Cavalo de Aço, Rebu e Coreia, ambas dominadas por traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), facção responsável por diversos roubos de veículos, além de receptação, adulteração de automóveis, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Os dois traficantes seriam os responsáveis pela morte do Subtenente da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Luís Carlos da Silva, de 52 anos, que foi brutalmente assassinado no dia 23 de novembro do ano passado, por volta das 18h, por traficantes de drogas das Comunidades da Vila Aliança e Cavalo de Aço, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio, após entrar por engano nestes locais, guiado por aplicativo de GPS, para fugir de um engarrafamento que ocorria na Avenida Brasil.

Ele voltava para casa e ao adentrar com seu veículo por engano na Comunidade da Vila Aliança foi abordado por traficantes fortemente armados, tendo o policial não obedecido ordem de parada, sendo seu veículo fuzilado por esses criminosos. Mesmo baleado, ele ainda seguiu seu caminho pela Avenida Beira-Mar, dentro do Cavalo de Aço, para tentar chegar até a Avenida Santa Cruz, quando próximo a Ponte dos Cachorros, foi alcançado por outros traficantes que o executaram friamente com tiro de fuzil na cabeça.

Dois dias após o homicídio do Subtenente, a Polícia Militar realizou uma grande operação policial nestas Comunidades onde conseguiram recuperar a arma do policial militar morto que havia sido subtraída no momento do roubo, bem como conseguiram prender um dos envolvidos no crime, o soldado do tráfico Gustavo Alves Viera, vulgo “Gustavinho”, que foi preso em flagrante na posse de um fuzil utilizado no ataque a vítima. Em sede policial confessou a sua participação no crime e informou que a vítima foi atacada por não ter parado nas barreiras do tráfico existentes na comunidade.

“Peixe” e “Sabão”, além de  exercerem com mão de ferro o domínio do território, determinando a implantação de barricadas e barreiras do tráfico compostas por soldados armados com fuzis, eles impedem a realização de Operações Policias na localidade realizando fortes ataques armados contra as forças de segurança e sequestrando e queimando ônibus para impossibilitar o trânsito das viaturas pelo terreno.

Cabe lembrar, que neste mesmo dia e horário, além deste Policial Militar, o motorista de caminhão mineiro William Lucio Lourenzo, de 46 anos, também foi baleado na Vila Aliança pelos traficantes após se assustar com a abordagem armada e prosseguir com o caminhão que dirigia. Ele acabou falecendo dias depois em razão dos tiros que sofreu, cujo inquérito está na 34ª DP (Bangu).

“Peixe” e “Sabão”, já possuem outros mandados de prisão em seus nomes. Pelo assassinato do policial militar, foi expedido um mandado de prisão pela 3ª Vara Criminal da Capital, pelos crimes de Homicídio Qualificado C/C Concurso de Pessoas, Associação para a Produção e Tráfico e Condutas Afins e Concurso Material.

As buscas pelos autores do Homicídio deste Policial Militar continuam e a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) solicita que informações sobre o crime ou sobre a localização dos procurados sejam repassadas para o Disque Denúncia, de forma anônima, pelos seguintes telefones:

Central de atendimento: (021) - 2253 1177

0300-253-1177

WhatsApp: (021) - 99973 1177

Aplicativo: Disque Denúncia RJ

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