Ex-dirigente do Botafogo é preso por esquema de pirâmide financeira, em Niterói
Ricardo Wagner oferecia investimentos em criptomoedas e na bolsa, com pouco risco e retorno num prazo curto

Ex-dirigente do Botafogo, Ricardo Wagner de Almeida, foi preso nessa quarta-feira (1º), por estelionato, em Piratininga, região oceânica de Niterói. Ele investia dinheiro dos clientes no esquema de pirâmide financeira do Faraó dos Bitcoins.
Ricardo, que já presidiu o Conselho Fiscal do cube, foi preso em uma operação da Polícia Civil contra o esquema que lesou dezenas de pessoas e deu um prejuízo de milhões de reais.
De acordo com as investigações da polícia, a empresa de Ricardo, a Futura Invest, fazia transações com a empresa de Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó. A Delegacia de Defraudações encontrou contratos entre as firmas e uma nota promissória no valor de R$ 300 mil de Glaidson para Ricardo.
Através de sua empresa, Ricardo oferecia investimentos em criptomoedas e na bolsa de valores com pouco risco e retorno num prazo bem curto. As vítimas dos golpes, servidores públicos civis e militares, recebiam os percentuais nos primeiros meses, mas depois as parcelas não eram mais pagas.
Segundo o delegado, Alan Luxardo, no esquema denominado de Pirâmide da Pirâmide, Ricardo ficava com 6% e repassava 4%.
Clientes da Futura Invest, já tinham denunciado Ricardo à Polícia em dezembro de 2021, quando a empresa fechou o escritório, que funcionava em um andar inteiro em um prédio no Centro do Rio.