Mortes em confronto com a polícia em Niterói serão investigadas pela DH

As investigações das mortes decorrentes de intervenção policial (também conhecidas como autos de resistência), em Niterói, agora estão sob responsabilidade de agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG). A medida começou a valer desde ontem e cobre, por enquanto, vale apenas para Niterói. No entanto, é um projeto piloto e, caso seja efetivamente aprovado, poderá ser implantado em São Gonçalo e Itaboraí.
De acordo com o delegado Fábio Barucke, diretor da DH, as investigações dos casos seguirão os protocolos já adotados pela especializada, que conta com sete policiais e dois peritos no local para capturar evidências. A diferença, no entanto, será na simulação, que acontecerá no momento do fato, já que os personagens (autor e vítima) estarão presentes. “O fato de algumas comunidades de Niterói serem dominadas pelo tráfico de drogas, o confronto torna-se inevitável. Mas a ideia é trabalhar os critérios de investigação para dar mais credibilidade aos laudos. Vamos trabalhar neste sentido”, explicou Barucke.
O comandante do 12ºBPM (Niterói), coronel Fernando Salema, acredita que será mais consistente a apuração do fato, já que as distritais não possuem estrutura para esse tipo de investigação, como a da Divisão de Homicídios. Estatísticas - De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, Niterói registrou 61 homicídios em decorrência de intervenção policial, em 2015. Os números cresceram em mais de 83%, já que em 2014, apenas 33 casos foram notificados.