Bombeiro condecorado por atuação na tragédia de Brumadinho é sequestrado e morto por traficantes
O corpo do major foi carbonizado pelos bandidos

Na tarde da última quarta-feira (16), o major do Corpo de Bombeiros Wagner Bonin, de 42 anos, foi sequestrado e morto por traficantes na cidade de São João de Meriti, Baixada Fluminense, onde residia. De acordo com a Polícia, ele foi descoberto após fotografar barricadas montadas por bandidos na região.
O corpo do major Wagner Bonin foi carbonizado. Ele era lotado no Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros e no ano de 2019 foi condecorado por sua ajuda e atuação na tragédia em Brumadinho. Ele deixa a esposa e uma filha de 2 anos.
Segundo a PM, a identificação do militar foi feita por por meio da digital, no Instituto Médico-Legal, na manhã desta quinta-feira (17).
A polícia também recebeu informações de que a esposa de Bonin, por meio de um acesso remoto a um aplicativo de mensagem usado pelo marido, conseguiu vizualizar as fotos feitas por ele e enviadas para um número não registrado nos contatos do bombeiro. Na última mensagem enviada por Bonin, ele disse que e teria "visto um fuzil".
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, que fez a perícia no local e tenta identificar os autores do crime.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros disse que a corporação espera que o crime seja solucionado o quanto antes.
"Nós lamentamos profundamente a perda do major Wagner Bonin. A corporação está dando apoio psicológico e de assistência social para a família. Nós confiamos muito no trabalho da Polícia Civil e da Polícia Militar para que quanto antes este crime seja desvendado", disse o major Fabio Contreiras.