Mãe é acusada de vender bebê e forjar morte de filho no interior do Rio
Moradora de Casimiro de Abreu teria fingido morte de bebê para vendê-lo a outra mulher em Cabo Frio

A Polícia Civil iniciou, nessa terça-feira (08), uma operação para investigar uma mulher acusada de vender o próprio filho e forjar a morte da criança em Casimiro de Abreu, município no interior do Rio.
Realizada em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Conselho Tutelar, a chamada "Operação Cegonha" iniciou as investigações depois que a mulher apresentou um falso atestado de óbito da criança.
Durante a gravidez, a acusada chegou a procurar a Assistência Social do município para colocar em adoção o filho, que teria sido fruto de um estupro. Algum tempo depois, ela afirmou ter mudado de ideia e decidiu ficar com a criança. Mais tarde, quando procurada pelo Conselho Tutelar após o fim da gestação, a mulher afirmou que o bebê nasceu morto, em um parto realizado em Cabo Frio, e apresentou o atestado falso.
O caso foi levado à 121ªDP (Casimiro de Abreu). Ao procurarem a unidade de saúde onde o parto teria acontecido, os agentes da Polícia Civil descobriram que a mulher deu entrada no hospital, mas com o nome e a identificação de uma outra mulher, utilizando documentos adulterados. Esta segunda pessoa teria estado no hospital como irmã da gestante.
Mais tarde, a dona da identidade utilizada pela investigada foi apontada como a mão adotiva do bebê. A operação está investigando se o fingimento do óbito e a adulteração da identidade fazem parte de um esquema para vender a criança.
O bebê foi localizado e levado para um abrigo. As mulheres acusadas de envolvimento no suposto esquema foram chamadas para prestarem depoimentos. Além disso, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências de ambas. O caso está sendo investigado.