Pastor é preso por dar testemunho falso sobre morte de jornalista em Maricá
Dono de jornal e pré-candidato a prefeito foi morto em 2019

Um pastor foi preso, na noite da última quinta-feira (20/10), por acusações de prestar falso testemunho durante as investigações a respeito do assassinato de Robson Giorno, jornalista e pré-candidato à Prefeitura de Maricá, morto em 2019.
Segundo apuração da Polícia Civil, o acusado cometeu o crime de mentir em depoimento para receber cargos na Prefeitura. A comparação entre as declarações do pastor e uma petição protocolada no início do ano levaram a emissão de voz de prisão contra ele.
Robson Giorno foi morto em maio de 2019, aos 45 anos, na Avenida Prefeito Ivan Mundin, próximo à sua residência. Ele foi alvejado com diversos disparos por um homem disfarçado com capuz em um carro prata. O jornalista era dono do jornal "O Maricá" e foi pré-candidato pelo partido Avante. Na mesma época em que foi assassinado, outras cinco pessoas ligadas à vida política da cidade também foram executadas.
O pastor acusado foi levado à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e, de lá, irá para uma unidade do sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
A Prefeitura de Maricá, por meio da secretaria de Saúde, informou que, a partir do conhecimento público de sua detenção, o acusado foi exonerado nesta sexta-feira (21/10) do cargo em comissão que exercia na vigilância sanitária do município. A Prefeitura esclarece ainda que o referido servidor nunca teve qualquer influência sobre nomeações e exonerações, em nenhuma área da gestão municipal.