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Ex-atacante do Flamengo é acusado de estupro

Whelliton Silva pode ter mandato como vereador cassado por denúncias de estupro, abuso de poder e rachadinha

relogio min de leitura | Redação 16 de setembro de 2022 - 16:43
Político e ex-atleta negou as acusações
Político e ex-atleta negou as acusações -

O ex-atacante do Flamengo e atual vereador de Praia Grande, em São Paulo, Whelliton Silva (PL), foi acusado de ter estuprado uma mulher. A Câmara dos Vereadores de Praia Grande recebeu um pedido de cassação denunciando o ex-atleta, de 50 anos, por estupro, abuso de autoridade e rachadinha.

A solicitação foi apresentada por Letícia Almeida Holanda de Albuquerque, moradora do município no litoral paulista, que afirma ter sido vítima de violência sexual. Segundo ela, que utiliza medicamentos para tratar de um transtorno de personalidade, o vereador teria lhe oferecido bebida alcoólica e levado-a para seu apartamento, onde o crime aconteceu. O estupro ocasionou em "um grave abalo psicológico, resultando em pensamentos suicidas e internação de urgência", afirma a acusação. 

Além disso, Letícia também conta na denúncia que Whellinton teria lhe prometido um cargo na Câmara como assessora parlamentar, com um salário de 2,4 mil reais. A remuneração pela função no município costuma ser de 12.285,81 reais, e o vereador teria dito que a diferença seria transferida por meio de rachadinhas. Por último, ela também acusa o ex-jogador de ter acionado a Guarda Civil Municipal para perseguí-la.

Em resposta, Whellinton disse que as denúncias são caluniosas e fazem parte de um projeto de "perseguição política". "Infelizmente, [Whellinton] é obrigado a essa altura da própria vida a passar por essa situação", afirmou a assessoria do político, que jogou pelo Flamengo em 2004.


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Ele alega que a moradora está tentando se vingar por "não ter conseguido" o cargo de assessora "por incompetência". "Quanto a abertura de comissão de ética para apurar um fato que não tem nenhuma prova, digo nenhuma prova, estou muito tranquilo", declarou.

O caso deve ser analisado pela Câmara em até 90 dias.

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