Mãe do acusado de agredir criança em Niterói diz que família está recebendo ameaças
Com 'família' tatuada ele tem histórico de agressões contra a mãe e ex-namorada

A mãe do acusado de agredir o próprio enteado de quatro anos em Niterói alega que sua família tem recebido inúmeras ameaças de morte desde a divulgação do vídeo dos maus-tratos.
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Ela conta estar desesperada com as intimidações que ela e o filho têm sofrido e não sabe mais a quem pedir ajuda. Segundo a mãe, o filho 'perdeu a cabeça em um ato impensado'.
A mãe relata que o filho perdeu o emprego e que não sabe o paradeiro dele.
O acusado tem 32 anos e mantinha um relacionamento com a mãe do menor agredido e também é pai de uma bebê de 1 ano, fruto da relação.
Ele exibe em fotos publicadas em suas redes sociais a palavra "família" tatuada no peito, mas fora das redes sociais tem histórico de agressões contra sua própria mãe e outras mulheres. Procurado após ser flagrado em vídeo batendo e sufocando o enteado de 4 anos, ele é acusado pela ex-namorada – mãe do menino maltratado e de sua filha – de agressão e cárcere privado.
A mulher foi à 77ª DP (Icaraí) nesta quinta-feira (15) e disse só ter visto as imagens dos maus-tratos ao filho na quarta (14). O crime aconteceu em fevereiro, quando o casal ainda estava junto, e ficou meses sem ser investigado porque as imagens das câmeras desapareceram.
Nesta quinta (15), a polícia pediu a prisão.
Rotina de agressões e aborto
A jovem diz que namorou o agressor por dois anos e que sofria uma rotina de agressões. Segundo a mulher, ela foi mantida em cárcere privado, agredida com luva de boxe para não ficar com marcas pelo corpo, e chegou a sofrer um aborto após apanhar.
Depois que a agressão dele foi registrada pelas câmeras do elevador do prédio em Niterói, a criança de quatro anos foi morar com o avô. Porém, ela continuou com o homem, e passou a ser mantida em cárcere privado, sem acesso ao telefone e sofrendo espancamentos e estupros, de acordo com ela.
A jovem diz que engravidou novamente e acabou sofrendo, em julho, um aborto devido às agressões.
Ela relata que conseguiu fugir no mesmo mês, mas que não pôde levar a filha de cinco meses, e foi proibida de ver a criança. "Ele e a mãe alegavam que eu tinha insanidade mental".
Acusado agrediu a própria mãe
O acusado já possui passagem na polícia por agredir a própria mãe, em 2013. O caso foi registrado na 81ª DP (Itaipu) como lesão corporal decorrente de violência doméstica.
Na delegacia, ele disse ter discutido com a mãe após uma festa na casa dela que teria terminado depois do horário combinado entre eles.
Segundo o homem, sua mãe e sua namorada discutiram, e a mãe teria xingado a companheira dele. Por isso, ele diz que escorou sua mãe contra a parede e a segurou pela gola, e depois escorou também a própria namorada e a levou para o quarto, "para acalmar a situação".
Além desse registro, várias outras acusações foram feitas desde 2013 contra ele, como lesão corporal, lesão corporal culposa, injúria e ameaça. A última anotação contra o acusado é de julho deste ano, pelo crime de violência psicológica contra a mulher.