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Complexo do Alemão: 13 dos 18 mortos na operação já foram identificados

10 vítimas reconhecidas são apontadas como suspeitos na quarta operação mais letal do Rio

relogio min de leitura | Redação 22 de julho de 2022 - 22:04
Na manhã desta sexta (22/07), mais uma civil foi baleada na comunidade
Na manhã desta sexta (22/07), mais uma civil foi baleada na comunidade -

13 das 18 pessoas mortas em decorrência da operação policial no Complexo do Alemão na última quinta-feira (21/07) já foram identificadas. 17 vítimas morreram durante a operação e uma foi atingida hoje (22/07), no dia seguinte à operação, após reforço da presença de PMs na comunidade. A civil de 49 anos Solange Mendes, dona de uma pensão na região, foi baleada na manhã desta sexta.

Além dela, o policial militar Bruno Costa, de 38 anos, e a civil Letícia de Salles, de 50 anos, também foram mortos. Bruno foi alvejado enquanto suspeitos atacavam a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade. Já Letícia foi atingida no peito enquanto passava de carro por uma das ruas do Complexo. De acordo com testemunhas, a mulher foi vítima do tiro de um policial militar.

As outras 10 mortes identificadas são de indivíduos apontados pelos oficiais como suspeitos. Deles, apenas 7 têm anotações criminais. São eles:

- Anderson Fonseca:  duas anotações por tráfico de drogas. Tinha 28 anos e era conhecido pelo apelido Andinho.

- Bruno Leal - duas anotações por tráfico de drogas e associação ao crime. Estava foragido da unidade prisional.

- Bruno Luiz da Silva: duas anotações por roubo e tráfico de drogas.

- Diego da Silva: uma anotação por tráfico de drogas. Idade não confirmada.

- Emerson Teixeira: sete anotações por tráfico de drogas, associação criminosa, dano qualificado e porte ilegal de arma. Tinha 26 anos e era conhecido pelo apelido 2D.

- Fernando da Silva: duas anotações por tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Tinha 28 anos e era conhecido pelo apelido Feio.

- Gabriel da Silva: seis anotações por tráfico, associação com crime, homicídio, resistência e roubo. Tinha um mandado de prisão contra seu nome desde 2020. 23 anos.

- Luiz Claudio Júnior: sem anotações criminais ou passagens. Tinha 28 anos.

- Marcos da Silva: sem anotações criminais ou passagens pela polícia. 22 anos.

- Wellington Júnior: sem anotações criminais. Era conhecido pelo apelido Zoinho. Sua idade não foi explicitada.

Outras 5 pessoas mortas ainda não foram identificadas. Um dos homens inicialmente apontados como um dos suspeitos vitimados pela ação era Roberto Quimer, de 38 anos, que, mais tarde, foi identificado vivo. Quimer, que tinha duas anotações criminais por tráfico de drogas, sobreviveu e está detido em flagrante

A operação já é considerada a quarta mais letal da história da cidade do Rio de Janeiro. Essa é a terceira operação policial empreendida pela Polícia Militar do Rio, em um intervalo de um ano e dois meses, a vitimar mais de 15 pessoas. Segundo o Batalhão de Operações Policiais Especiais, o BOPE, a ação planejava prender cerca de 100 suspeitos de roubos de veículos e outras atividades criminosas na região. Para a operação, foram acionados aproximadamente 400 agentes, também de acordo com o BOPE. 

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