Empresária do ramo de buffet em Itaboraí é acusada de aplicar golpes
Segundo um parente, ela teria fugido com o dinheiro para outro estado

Pelo menos 50 pessoas alegam ter sido lesadas por uma suposta microempresária do ramo de buffet, de Manilha, Itaboraí. Uma das vítimas é a secretária A. C., de 24 anos, moradora de Santa Izabel, em São Gonçalo. Segundo ela, estava tudo certo com a organizadora do evento, alguns depósitos já tinham sido feitos, mas de repente, a microempresária parou de responder aos contatos e desapareceu.
"O meu evento era para acontecer no final desse mês para a minha filha de apenas 1 aninho de idade, e eu já perdi o contato dela desde quinta-feira (30 de junho). Ela visualiza mas não reponde e eu não sei mais o que fazer", relatou.
Outra que afirma ter sido extorquida é a cabeleireira T. F., 26, que também chegou a trabalhar para a microempresária como fornecedora anteriormente.
"São mais de 60 pessoas que contrataram serviços de aniversários e casamentos, vários tipos de contratos e eventos. O meu seria para o ano que vem, ela faria a decoração e a parte da louça. Só neste final de semana tiveram sete contratos não realizados. Só para você entender, eu perdi o contato dela desde o dia 3, ela vem bloqueando todos os contatos dos clientes e excluindo. Ela visualiza mas não responde e chegou a bloquear todas as redes sociais", conta a cabeleireira.
Por ter trabalhado como fornecedora para a suspeita, T.F. tinha diversos contratos dos clientes que queriam contratar o buffet e recebeu notificações de boletins de ocorrências feitos pelas vítimas nas delegacias.
Segundo um parente da suspeita, ela teria fugido com o dinheiro para o estado de Minas Gerais e desde então não fez mais contato.
O SÃO GONÇALO entrou em contato com a acusada, mas ela não respondeu à reportagem.
A Polícia Civil investiga o caso.
Roubos, fraudes e golpes: crimes aumentaram desde o início da pandemia
Casos de roubos e fraudes por pequenas empresas tiveram aumento nos últimos dois anos no estado do Rio de Janeiro, segundo divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). De acordo com o levantamento, um golpe é registrado a cada quatro minutos. A maioria dos casos são de organizadores de eventos de médio e grande porte, que acabam envolvendo quantidade expressiva de clientes.
Especialistas alertam para que os consumidores se previnam quanto a esse tipo de golpe. Entre as principais dicas estão desconfiar de serviços oferecidos a preços muito baixos; contratar uma cerimonialista já estabelecida no mercado, com infraestrutura necessária para executar o serviço de gestor de evento; consultar o CNPJ ou CPF do prestador de serviço antes de fechar contrato. E por fim, reunir todos os comprovantes de pagamento e/ou depósitos e contatos como mensagens por aplicativo e e-mails para acionar a Justiça e o Procon na suspeita de fraude.
*Sob supervisão de Cyntia Fonseca