Comerciante de SG grava agressões que sofria do marido oficial do Exército
Agressões constantes terminaram após a mulher chamar a polícia

Uma comerciante de São Gonçalo procurou a polícia para denunciar que sofria violência doméstica por parte do marido, que é oficial do Exército. A mulher conseguiu filmar os momentos de medo e tensão que vivia com o marido dentro da própria casa. Nos vídeos, é possível ver a mulher sendo agredida física e verbalmente. De acordo com a vítima, as agressões aconteciam quase todos os dias.
A comerciante, de 45 anos, conheceu o oficial do Exército, de 41, numa roda de samba em Niterói. Em 2019, os dois decidiram morar juntos na casa dela, em São Gonçalo. No ano seguinte, se casaram.
Segundo a mulher, primeiro aconteceram as agressões verbais e psicológicas, que logo se transformaram em agressões físicas. Temendo pela própria vida, a comerciante passou a registrar tudo com um celular escondido.
Nas gravações é possível ouvir ameaças que o militar fazia à esposa. "Não adianta correr para o banheiro, não. Se não eu vou quebrar a porta do banheiro. Aí você vai chamar a Polícia Militar. Eu vou quebrar a porta do banheiro hoje, com tudo dentro. Aí acaba de vez o casamento", disse o marido.
"Chama a polícia, então. Liga pra polícia e me leva de uma vez. Acaba de uma vez, chama a polícia, faz o BO, vai na delegacia e dá parte. Vai lá e fala com o general, chorando e mostra as fotos todas. Eu vou dizer que não estou nem aí. Eu não estou nem mais aí para nada", continuou.
No dia 11 de junho, o casal brigou mais uma vez. No dia seguinte, Dia dos Namorados, o marido queria obrigar a esposa a postar uma foto dos dois nas redes sociais. Ela se negou e mais uma briga foi iniciada, que continuou até o dia seguinte, quando ela decidiu chamar a polícia.
O oficial do Exército fugiu antes dos agentes chegarem. A mulher registrou a denúncia na Deam de São Gonçalo e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal.
Questionada sobre o caso, a Polícia Civil informou que "de acordo com a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de São Gonçalo, o inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público".
O Ministério Público ainda não se manifestou.