Família quer respostas sobre caso de mulheres mortas no Flamengo
Perícia constatou que empregada tentou proteger patroa de criminosos

Duas mulheres foram encontradas mortas em um apartamento de luxo no Flamengo, Zona Sul do Rio, na tarde de ontem (9). Segundo a perícia, Alice Fernandes da Silva, de 51 anos, tentou proteger a patroa Martha Maria Lopes pontes, de 77 anos, contra criminosos que prestavam serviços na casa da empresária. A diarista trabalhava para Martha há cerca de 20 anos.
A empresária teve o corpo carbonizado, enquanto Alice foi degolada, com cortes profundos na região do pescoço.
Familiares e amigos comentaram sobre o caso, reafirmando a comprovação da perícia.
“Com certeza ela foi defender a pessoa. Vai ver que reconheceram ela e fizeram isso com ela e a patroa dela”, afirmou a empresária Cássia Prudêncio, amiga da família.
Segundo o marido de Alice, Hilário Rodrigues Leite, a esposa trabalhava três vezes na semana, e por conta da obra que estava acontecendo na casa da patroa, a diarista recepcionava os pintores para os trabalhos.
O Corpo de Bombeiros informou que o primeiro chamado foi por volta das 16h55 e que o pedido era referente ao um incêndio no apartamento. Os homens dos quarteis do Catete e do Humaitá também foram acionados, e quando chegaram ao local, já encontraram as duas mulheres mortas.
Além dos três filhos, Alice deixou netos.
"A gente está sofrendo. Ela tinha seis netos. Seis. E os netinhos estão perguntando: 'Cadê a minha avó?' O que a gente vai falar agora?”, disse Diogo Fernandes, filho de Alice.
Diogo Fernandes busca na justiça o paradeiro dos criminosos, juntamente com o desfecho do caso.
A Delegacia de Homicídios abriu uma investigação para averiguar as circunstâncias do incêndio e afirmou estar à disposição das famílias.