MPRJ faz ação para prender 11 policiais acusados de tortura e extorsão
Entre os alvos da operação Mercenários, está um coronel da Polícia Militar

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou hoje (26) a "Operação Mercenários" para prender 11 policiais militares acusados dos crimes de concussão, corrupção, peculato, sequestro e tortura. Segundo o MPRJ, os agentes integravam uma organização criminosa responsável por sequestrar, torturar e extorquir criminosos, mediante o pagamento de resgate. Até agora, nove PM's foram presos.
A operação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar (PM). Além das prisões, também foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Auditoria Militar do Tribunal de Justiça. Cerca de R$253 mil em espécie, armas, munições, cadernos de contabilidade, jóias e radiocomunicadores, foram apreendidos em endereços ligados aos investigados.
Os alvos da operação são policiais inicialmente lotados no 24º BPM (Queimados) que posteriormente foram transferidos para o 21º BPM (São João de Meriti). Entre os investigados estão o tenente-coronel André Araújo de Oliveira, comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), e o chefe do Serviço Reservado (P2) do batalhão, o capitão Anderson Santos Orrico.
Cerca de R$133 mil em espécie foram apreendidos em posse do capitão Orrico, R$96 mil em sua residência e R$37 mil em seu escritório no Batalhão de Caxias. Além disso, outros R$120 mil foram apreendidos na residência do subtenente Antônio Carlos dos Santos Alves, também lotado no 15º.
De acordo com o MPRJ, os policiais recebiam propina de criminosos. Mas, quando o pagamento não era efetuado, realizavam os sequestros e apreensões de materiais ilícitos em benefício próprio.Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), quatro dos acusados exigiram R$1 milhão para liberar o chefe do tráfico do Cantagalo/Pavão-Pavãozinho, identificado como Leonardo Serpa ou “Léo Marrinha”.