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Acusado de assassinar jovem em shopping de Niterói possui transtorno mental, segundo laudo

Vitórya foi morta na praça de alimentação do Plaza Shopping Niterói

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 26 de maio de 2022 - 11:29
Matheus assassinou a jovem no início de junho do ano passado
Matheus assassinou a jovem no início de junho do ano passado -

A defesa de Matheus dos Santos da Silva, acusado de assassinar a facadas a jovem Vitórya Melissa Mota no ano passado, pode pedir que a pena dele seja reduzida durante o julgamento do caso que será realizado na 3ª Vara Criminal de Niterói do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). Isso porque, após a solicitação de laudo médico feita pela juíza Nearis dos Santos Arce, foi diagnosticado que o jovem apresenta transtorno esquizotípico e, com isso, não consegue ter plena consciência do assassinato que cometeu. O Tribunal de Justiça confirmou que o laudo médico foi anexado ao processo na última terça-feira (24). 

O julgamento dele estava marcado para ocorrer no dia 06 de dezembro do ano passado, no entanto, a juíza pediu o adiamento para que pudesse ser concluído o laudo psiquiátrico do acusado. O Tribunal de Justiça havia informado, antes disso, que, apesar de outros diagnósticos afirmarem que Matheus não possuía transtornos mentais, ele apresentava "retraimento, tendência ao isolamento e dificuldade de relacionamento social" caracterizando um eventual transtorno esquizotípico. Foi a partir dessa questão que o julgamento foi pausado.

Com esse novo diagnóstico, a defesa de Matheus pode alegar transtorno mental e pedir que a pena dele por homicídio qualificado seja diminuída.

Relembrando o crime 

Vitórya tinha o sonho de morar no exterior
Vitórya tinha o sonho de morar no exterior |  Foto: Reprodução/Internet
 

Vitórya foi assassinada no dia 02 de junho enquanto almoçava no Plaza Shopping Niterói, onde ela também trabalhava. Ela e Matheus se conheciam de um curso que faziam juntos. Amigos da vítima contaram aos agentes que Matheus era apaixonado pela jovem e que se declarou para ela recentemente, mas que não foi correspondido e isso teria motivado o crime.

Ele se aproximou da mesa em que Vitórya almoçava, no dia do crime, já com a faca em punhos. Ele havia comprada a arma branca um pouco antes de assassinar a jovem. Ele se aproximou de Vitórya e a esfaqueou após uma discussão, segundo testemunhas.

Uma mulher que estava na praça de alimentação no momento do crime relatou que ia se sentar em uma mesa lado de onde estava a jovem. Ela afirmou que o homem também estava sentado na mesa e os dois estavam discutindo. 

"Foi uma coisa muito rápida. Ele ficou gritando com ela perguntando se ela era maluca. Ela levantou e ele ainda sentado puxou uma faca e deu uma facada nela", relatou a testemunha Ana Carolina Barbosa.

Ana ainda contou que ele se levantou e continuou dando facadas na jovem, até ela cair no chão.

"Depois ele levantou e deu outras facadas e foi quando ela caiu no chão agonizando. Eu não tive reação, fiquei apavorada", disse.

Matheus tentou fugir após o crime, mas foi contido por pessoas que estavam no local. Quando os militares chegaram, Matheus foi preso e levado para a 76ª DP (Centro de Niterói), aonde ficou até ser transferido. Vitórya chegou a ser socorrida pelos bombeiros e levada para um hospital próximo, mas não resistiu aos ferimentos.

Em audiências anteriores, Márcia Mota, a mãe de Vitórya pedia justiça. "Estou com muita dor na alma. Eu quero é que ele seja julgado e pague pelo que fez", disse. Ela também contou que Vitórya queria estudar no exterior e ajudar a família.

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