DH registrou 15 mortes na região nos primeiros 10 dias de 2016

A morte do ex-jogador Marcinho está entre os casos investigados
Foto: Julio DinizPor Marcela Freitas
Somente nos 10 primeiros dias do ano, a Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) já registrou 15 mortes em sua área de atuação - uma média de 1,5 por dia. A delegacia especializada passou a atender, esse ano, o município de Maricá, onde ocorreram dois casos.
De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), nos 31 dias de janeiro de 2015 foram registradas 46 mortes na região, uma média de 1,4 por dia.
Dentre os casos com autoria já conhecida está o de Greice Kelly da Silva Pimenta, mais conhecida como Pretinha, de 29 anos, morta no extinto Hospital Santa Maria, no Alcântara, no último dia 8. O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, conhecido como Mineiro.
O diretor da DH, delegado Fábio Barucke, disse que este aumento no número de casos com relação ao ano anterior pode estar relacionado aos crimes ocorridos em Maricá. “Vou me reunir com os meus policiais para saber o andamento dessas investigações”, explicou.
Dentre os casos com maior repercussão está a morte ex-jogador de futebol Marcio Vitor da Silva, o Marcinho Tubarão, 28, ocorrida no Pacheco. Ele voltava de uma lanchonete com uma amiga quando foi rendido por assaltantes. Por não conseguir ligar o carro, Márcio acabou morto com um tiro na cabeça.
O delegado Gabriel Poiava, da DH, disse que sua equipe ainda está fazendo diligências para identificar os envolvidos no crime.
Os agentes informaram que também já têm pistas sobre os autores da morte do comerciante Leandro Freire de Souza, o Léo, 30, assassinado há uma semana num dos acessos ao Morro da Bandeira, no Porto Velho.
Polícia investiga morte de comerciante
Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) investigam as circunstâncias da morte do comerciante José Antônio Câmara, o Zezinho, de 65 anos, vítima de uma emboscada, no dia 30 de dezembro de 2015. O crime pode estar relacionado com uma briga do passado.
Segundo testemunhas, a vítima, que era dona de um conhecido bar na Praia das Pedrinhas, no Boa Vista, foi contratado pelo suspeito para realizar um churrasco em seu próprio bar, na Rua Professora Maria Joaquina.
O falso clientes teria pedido para que o comerciante o aguardasse em frente ao estabelecimento, às 5h da manhã, para que ele pudesse deixar as carnes que seriam consumidas no churrasco.
Como combinado, Zezinho, que morava em cima do estabelecimento, foi aguardá-lo e acabou sendo esfaqueado.
O delegado Gabriel Poiava, da DH, adiantou que já há uma linha de investigação. “Provavelmente, o crime está relacionado a um antigo desentendimento. No entanto, ainda é cedo para dar mais detalhes”, explicou.