Bombeiros vão expulsar sargento envolvido na morte de Marielle

Maxwell Simões Correa, o Suel, foi preso após uma ligação com o jogo do bicho em uma operação intitulada ‘Calígula’

Escrito por Redação 13/05/2022 21:23, atualizado em 13/05/2022 21:23
Suel foi levado ao Conselho de Disciplina e a decisão foi expulsar ele
Suel foi levado ao Conselho de Disciplina e a decisão foi expulsar ele . Foto: Reprodução

O sargento do Corpo de Bombeiros, Maxwell Simões Correa, conhecido como Suel, irá enfrentar um processo de expulsão da corporação. Ele foi levado ao Conselho de Disciplina, que decidiu, junto de uma assinatura do comandante-geral dos Bombeiros, pela exclusão do mesmo.

Suel foi preso, de novo, nesta semana, depois de ser alvo da Operação Calígula, que visava o crime organizado ligado ao jogo do bicho. Ele está detido no Grupamento Especial Prisional (GEP) e será mandando para a unidade prisional comum após o final do processo com os Bombeiros.

Correa foi condenado em 2021 por obstrução nas investigações das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Porém, em sua sentença dada pela 19ª Vara Criminal, ele conseguiu uma autorização para cumprir sua pena em regime aberto, prestando serviços à comunidade.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), Suel foi um dos alvos do mandado de prisão "por atrapalhar de maneira deliberada" a continuidade das investigações. Ao término de seu desligamento do Corpo de Bombeiros, ele será imediatamente mandado para uma prisão comum.

Maxwell já foi alvo de três operações do MPRJ nos últimos três anos. Em 2019, durante a Operação Lume, agentes da Polícia Civil e MPRJ foram até sua casa e apreenderam documentos que poderiam estar ligados com a morte da vereadora. Suel foi levado para a Delegacia de Homicídio da Capital (DHC), porém não foi preso.

Em 2020, ele foi alvo da Operação Submersus 2, que investigava o desaparecimento de armamentos do PM reformado, Ronnie Lessa. Ele foi localizado no seu apartamento no Recreio, sendo um dos suspeitos de ajudar a sumir com as armas que podem ter causado a morte de Marielle Franco.

Já agora, na Operação Calígula, ele é acusado de envolvimento com a contravenção, também ligado ao Polícia Militar, Ronnie Lessa.

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