Enterro de ajudante de cozinha é marcado por dor e indignação

Familiares de Wagner pareciam não acreditar que o jovem havia sido morto e pediam justiça
Foto: Sandro NascimentoFoi enterrado, na manhã de ontem, no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo, o corpo do ajudante de cozinha Wagner dos Santos Silva, de 19 anos. Cerca de 80 pessoas, entre amigos e familiares, estiveram presentes na cerimônia.
Wagner morreu, na manhã de sexta feira, após ser baleado entre as nadegas e as costas, durante confronto PMs e traficantes da comunidade da Dita, no Jóquei. Segundo os PMs, um revólver calibre 38 teria sido encontrado próximo ao jovem. No entanto, familiares do rapaz - que trabalhava num restaurante em Alcântara - negam qualquer envolvimento dele com o tráfico.
Muito emocionados, parentes se despediram do rapaz. A mãe de Wagner chegou a desmaiar. “O meu filho está indo embora, o meu bebê. Eu te amo tanto. Vem para casa com a mamãe”, pedia.
Indignado, o auxiliar técnico Antônio Ricardo Pereira, 45, pedia justiça.
“Não vou deixar denegrirem a imagem do meu filho. Sempre trabalhou desde os 16 anos, não vou permitir que depois de morto ele, que era uma menino tão bom, ser taxado de bandido, coisa que ele nunca foi. Tão jovem, com muita vontade de viver e foi assassinado”, disse.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.