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Uma mãe em luta por justiça

Atendente de loja teve filho assassinado por milicianos em SG

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 17 de maio de 2015 - 22:49

Mãe de Carlos Eduardo (detalhe) quer que acusados sejam condenados pela morte do filho

Foto: Sandro Nascimento

Por Elena Wesley

“Não quero que outras mães passem pelo que eu passei”. Há um ano e meio, a vida de uma atendente de loja, de 38 anos, não é mais a mesma. A atuação de um grupo de extermínio no Jardim Catarina, em São Gonçalo, lhe tirou o que tinha de mais precioso: o filho único, de 20 anos. Ainda que o vazio da ausência dele não possa ser preenchido, a mãe anseia por justiça. José Natan Ramos Batista, um dos acusados pelo assassinato, ainda está foragido.

“Estou à procura de todas as instituições que possam me ajudar. A morte do meu filho não pode cair no esquecimento”, afirma a atendente de lojas, determinada.

Carlos Eduardo Viana de Brito foi morto com seis tiros no tórax no dia oito de dezembro de 2013. O jovem, que trabalhava de carteira assinada como entregador, foi surpreendido na antiga Rua 13, no Jardim Catarina, por dois homens numa motocicleta. Um dos criminosos desceu do veículo e efetuou os disparos à queima-roupa, que atingiram os pulmões, o coração, o estômago e o fígado. Vizinhos chegaram a socorrer Carlos Eduardo, mas o rapaz de 20 anos já chegou no Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, já sem vida.

17 100 Jose Natan Foragido Acusado de Assassinato
José Natan Batista está foragido

A investigação coordenada pela Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG) concluiu que Thiago da Silva Hotz Toledo e José Natan seriam os autores do crime. Ambos são integrantes de um grupo de extermínio que atuava no Jardim Catarina, conhecido como “Bonde dos Quebras”. Thiago foi preso por agentes da (DHNISG) em outubro de 2014, acusado por outro crime ligado à milícia. Já José Natan permanece nas ruas.

Lembrar da tragédia deixa a mãe emocionada e indignada.

“Meu filho era muito querido no Jardim Catarina. Eu quero saber o que ele pode ter feito para ser tratado dessa forma. Parece que eles queriam apenas mostrar coragem aos demais milicianos. Recentemente, soubemos que ele teria discutido com um dos dois criminosos, mas isso não é motivo para tirar a vida de ninguém”, lamentou.

“Me mudei da comunidade assim que o assassinato ocorreu. Voltei a trabalhar há poucos meses, mas ainda tomo remédio para dormir todos os dias. Só quem já viveu algo semelhante é capaz de compreender o quanto é difícil perder um filho assim”, desabafou.

Quem tiver informações que auxiliem na prisão do acusado pode ligar para o Disque-Denúncia: 2253-1177.

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