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Família de entregador morto asfixiado no Jóquei participa de audiência no Colubandê

Familiares lutam para que versão do crime que acreditam ser a verdadeira se torne conhecida

relogio min de leitura | Escrito por Daniel Magalhães | 10 de maio de 2022 - 19:21
Família foi intimada a comparecer ao Fórum do Colubandê nesta segunda
Família foi intimada a comparecer ao Fórum do Colubandê nesta segunda -

Aconteceu ontem (9) a audiência do caso do entregador Luís Alberto Camilo, que teria sido assassinado em setembro do ano passado no bairro Jóquei, em São Gonçalo. Além da ex-esposa da vítima, foram também intimados para a audiência o pai, a mãe, o irmão e um colega de trabalho de Luís Alberto Camilo da Silva.

O caso aconteceu no dia 9 de setembro de 2021, quando a polícia encontrou o corpo do entregador em um terreno baldio em frente à casa onde morava com a esposa, no Jóquei, em São Gonçalo. Encontrado com fitas adesivas em seu rosto, a polícia concluiu que Luis Alberto morreu asfixiado. A família luta para que as pessoas tomem conhecimento da versão apurada pela polícia e não a contada pela ex-esposa, que contou que ele foi morto por conta de dívidas com o tráfico local.

Ao OSG, a família conta como acredita que toda a história do crime tenha se desenrolado e o motivo pelo qual o entregador de 39 anos acabou sendo morto pelo amante da ex-esposa.

“Eles tinham se separado e ele tinha dois filhos com ela. Meu irmão morava no morro, mas não na mesma casa que ela. Aí ele começou a conhecer uma menina de Cabo Frio. A ex ficou sabendo da outra mulher e ela começou a arrumar confusão”, disse o irmão da vítima, Leandro Camilo. “Aí no dia do que aconteceu, ela começou a tirar foto da casa dela e mandar para a atual de Cabo Frio dizendo coisas tipo ‘Olha só onde ele tá’. E ele, de vez em quando, ia lá para fazer as comidas das crianças, ele não devia ter saído da casa porque as crianças pediram pra ele ficar. Mas em todas as fotos que ela mandava do meu filho para a menina de Cabo Frio ele tava dormindo. Eu pensei que devia ter algo errado, porque era uma da tarde e ele tava dormindo. Tem coisa aí, ele devia tá dopado.”, completou a mãe, Regina da Silva.

"A gente tem que contar a versão do que aconteceu. Na versão dela, ela contou que dois caras encapuzados colocaram ela presa dentro do quarto com as crianças e depois foram para o quarto onde meu irmão estava dormindo. Aí ela contou que ouviu barulho de briga, batendo na parede, e depois ela saiu do quarto e não viu mais ninguém. E eu e meu pai vimos depois e meu irmão não tinha marca de briga, meu irmão sabia lutar Jiu-Jitsu, ele sabia se defender, não tinha marca de amarra, ele estava morto de braços abertos no chão, não tinha marca de tiro, no mínimo ele estava dopado.", disse Leandro.

Segundo os familiares, os próprios traficantes do bairro procuraram os pais do entregador para dizer que ele realmente não tinha envolvimento com o tráfico local e que a morte dele não foi causada por eles.

De acordo com os policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), Luís Alberto foi morto por asfixia sem chance de defesa. O criminoso, identificado apenas como Fabiano, foi preso no dia 15 de dezembro do ano passado.

Imagem ilustrativa da imagem Família de entregador morto asfixiado no Jóquei participa de audiência no Colubandê
 

O criminoso foi preso após os agentes ouvirem diferentes pessoas durante as investigações e concluírem que havia contradição nos depoimentos. A Justiça determinou que a ex-esposa deveria ser presa preventivamente, mas ela não foi encontrada em seu atual endereço, no bairro Estácio, na cidade do Rio. A defesa dela conseguiu reverter a prisão para domiciliar por conta dos dois filhos, de 13 e 6 anos que ela teve com a vítima. 

A família agora espera que Justiça seja feita, que a ex-esposa seja presa como cúmplice e que eles consigam a guarda dos filhos de Luís Alberto. "Depois de tudo isso ainda pretendo processar ela por calúnia e difamação por tudo que ela falou sobre meu filho, dizendo que ele tava envolvido com tráfico e pegando dinheiro de agiota e todas as outras acusações.", disse o pai da vítima, Getúlio da Silva.

Questionada, a Polícia Civil informou que "segundo a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), um dos suspeitos foi preso em cumprimento de um mandado de prisão. Quanto à mulher, houve o deferimento da prisão dela, que foi convertida pela Justiça em prisão domiciliar."

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