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Caso de morte e estupro gera medo em moradores de Santa Isabel

Rotina da população mudou após mulher ser morta no bairro

relogio min de leitura | Escrito por Renata Sena | 10 de maio de 2022 - 13:18
Violência e criminoso solto mudou rotina dos moradores do bairro
Violência e criminoso solto mudou rotina dos moradores do bairro -

Para as moradoras de Santa Isabel, em São Gonçalo, a dor da perda tem andando junto com o medo do desconhecido. Após a diarista Rita de Cássia Peres, de 47 anos, ter sido estuprada, estrangulada e morta na região, as mulheres estão adotando novas medidas de segurança. 

Rita, que foi assassinada na noite do último sábado (07), deixou três filhos e era muito conhecida na área em que sempre morou. A morte dela chocou todo mundo no local, mas também despertou muito medo em outras mulheres. 

"Ela não usava roupa curta, não que isso justificasse, mas não tinha nada com ela que alguns possam usar para tentar justificar essa barbaridade. Foi ela, mas poderia ter sido qualquer uma de nós", desabafou uma moradora do local e amiga de Rita. 

"Moro aqui há mais de 30 anos e nunca escutei de casos de estupros por aqui. Agora, a gente está assim: com tudo trancado, andando em grupo", contou uma outra moradora, enquanto aguardava os filhos chegarem da escola no meio do caminho. "A gente agora tá vindo buscar na parte mais movimentada, para não deixar eles irem sozinhos pelas partes desertas", concluiu. 

Segundo uma moradora da região, na semana do crime, um homem desconhecido foi visto rondando a região. "Era uma pessoa que ninguém nunca tinha visto por aqui, mas não podemos afirmar nada", contou. 

Rita foi encontrada morta, numa área de mata, na Rua Francisco Lengruber Portugal. Ela foi estrangulada com uma correia dentada veicular, e estava com as roupas arriadas. Além disso, a vítima possuía pele, sangue e cabelos em baixo das unhas, num claro sinal de luta corporal. 

O corpo de Rita foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta terça-feira (10) e será sepultado nesta tarde. 

O laudo cadavérico que confirmará se houve crime sexual ainda não foi liberado. Contudo, segundo a polícia, o crime de estupro já foi consumado, já que houve, ao menos, tentativa de toque na mulher sem seu consentimento. Atualmente, não é necessária a confirmação de penetração  para consumação do crime.

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