Mulher morre enforcada em cracolândia de São Gonçalo

Hospital desativado é considerado uma das maiores cracolândias do município
Foto: Sandro NascimentoPor Marcela Freitas
Uma mulher identificada pela polícia como Greice Kelly da Silva Pimenta, mais conhecida como Pretinha, de 29 anos, foi encontrada morta, na manhã de ontem, num dos quartos do extinto Hospital Santa Maria, em Alcântara, considerado uma das maiores cracolândias de São Gonçalo.
Segundo agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), o principal suspeito do crime é um guardador de carros, namorado da vítima, que teria fugido após enforcá-la com o auxílio de uma corda.
De acordo com testemunhas, o casal vivia nas dependências do hospital e costumava brigar com frequência. O crime teria ocorrido por volta das 2h30. No entanto, como o local não tem qualquer iluminação, os outros moradores só encontraram o corpo cerca de três horas depois.
Um homem, que pediu para não ser identificado, contou que Pretinha era uma pessoa muito simpática e que não parecia ser uma pessoa que vivia em situação de rua.
“Ela era uma mulher bonita, que vivia sempre bem arrumada, mas passou a viver aqui há algum tempo”, disse.
“Há poucas semanas, o namorado dela se envolveu numa briga aqui e por pouco não foi esfaqueado”, completou.
Há um mês, OSG publicou uma reportagem mostrando o cotidiano de quem vive nas 13 cracolândias espalhadas pelo município. O levantamento faz parte de um estudo feito pela Secretaria de Segurança Pública da cidade.
No relatório, o prédio da antiga unidade hospitalar é apontada como um dos maiores pontos de consumo de crack de São Gonçalo, juntamente com o Ciep desativado Chanceller Willy Brandt, na Rua José José Aparecido dos Santos, em Neves.
