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Ex-jogador de futebol é morto durante tentativa de assalto

relogio min de leitura | Redação 07 de janeiro de 2016 - 22:09

Marcio jogou no S. Cristóvão

Foto: Julio Diniz

O ex-jogador de futebol Márcio Vitor da Silva, mais conhecido como Marcinho Tubarão, de 28 anos, foi morto com um tiro na cabeça durante uma tentativa de assalto, porque não conseguiu ligar o carro que os bandidos tentavam roubar, o que teria irritado os criminosos. O crime ocorreu na Estrada do Pacheco, no bairro de mesmo nome, na madrugada de ontem, quando a vítima retornava de uma lanchonete.

Segundo testemunhas, o jovem e uma amiga seguiam num Honda Civic branco para a casa de outro amigo. Quando chegaram ao endereço, na esquina entre a Estrada do Pacheco e a Rua Eduardo Prado, o casal percebeu que uma moto vermelha, com dois ocupantes, se aproximava do veículo. Armado, o garupa desceu e anunciou o assalto: “Perdeu, perdeu”.

De imediato, Márcio entregou a chave do carro, sem esboçar qualquer reação. No entanto, o assaltante não conseguiu ligar o automóvel e ordenou que a vítima assumisse o volante. Muito nervoso, Márcio também não conseguiu fazer o carro funcionar. Irritado, o homem que conduzia a motocicleta disse: “Atira na cabeça dele”. Após o crime, os suspeitos, dois homens negros e magros, fugiram sem levar nada.

Familiares de Márcio, que atualmente trabalhava numa prestadora de serviços da Ampla, lamentaram a morte do jovem. “Meu sobrinho era um garoto incrível e cheio sonhos. Por pouco não se tornou um jogador conhecido, pois não lhe faltava talento. Estamos inconsoláveis com essa perda irreparável. Foi uma covardia o que fizeram”, disse o encarregado de obras Gilberto Silva, 52, tio do rapaz,

“Meu primo era um rapaz tão tranquilo que fugia de confusões. Nunca se envolveu com nada de errado. O Márcio era muito querido e tinha muitos amigos. Um rapaz de coração enorme e com muita vontade de viver”, emendou o servidor público Rodrigo Diniz da Silva, 33, primo da vítima.

O caso está sendo investigado por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), que deverá solicitar imagens de câmeras de segurança de casas e comércios próximos ao local do crime. Quem tiver alguma informação que auxilie as investigações pode ligar para o Disque-Denúncia, no 2253-1177.

Indignação na despedida

Mais de 200 pessoas acompanharam o enterro do corpo de Marcinho, como era carinhosamente chamado por amigos, no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo, no final da tarde de ontem.

A irmã da vítima chegou a passar mal e precisou ser amparada durante todo o tempo. Em voz alta, ela questionava a perda do rapaz. “Por que, meu Deus? Ele era tão bom”, lamentava a jovem, em meio às lágrimas.

Os amigos de Marcinho usavam camisas brancas com a fotografia do jovem, que dos 13 aos 19 anos dedicou sua vida para realizar o sonho de ser jogador de futebol. Ele atuou pelo São Cristóvão e chegou a ser sondado pelo Flamengo, mas não teve seu passe liberado pelo time da Zona Norte do Rio.

Segundo parentes, Márcio se destacava como lateral-esquerdo esquerda e, mesmo após largar o futebol profissional, não deixou de brilhar nos campos de várzea. Atualmente, ele defendia o Lusa do Campo do Estelino, campeão da Copa da Amizade.

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