Julgamento de filhos de Flordelis continua nesta quarta (13)

Confira alguns dos depoimentos!

Escrito por Redação 13/04/2022 11:07, atualizado em 13/04/2022 09:46
Quatro pessoas estão sendo julgadas
Quatro pessoas estão sendo julgadas . Foto: Layla Mussi

O julgamento dos filhos da deputada Flordelis, que teve início na última terça-feira (13), por volta das 11h, já dura mais de 21 horas. Na audiência, estão indo a júri popular os seguintes réus: Adriano dos Santos Rodrigues, filho biológico da deputada; Carlos Ubiraci Francisco da Silva, filho afetivo de Flordelis; o ex-PM Marcos Siqueira Costa e sua esposa Andrea Santos Maia. Diversos foram os depoimentos que pautaram o primeiro dia do júri, dentre eles, os de policiais que investigaram o caso e de parente dos réus. Flordelis, suas filhas Simone dos Santos Rodrigues e Marzy Teixeira da Silva, e sua neta Rayane dos Santos Oliveira, irão a júri popular em uma segunda audiência, no dia 9 de maio. 

Carlos é acusado de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa armada. Ele é supostamente um dos envolvidos na morte do pastor Anderson do Carmo, que ocorreu em junho de 2019. Já Marcos Siqueira, Andrea Santos, e Adriano dos Santos são acusados de associação criminosa e uso de documento falso, já que teriam supostamente forjado uma carta fingindo ser Lucas Cézar dos Santos de Souza, filho de Flordelis. Na carta, Lucas afirmava que era o autor de todo o crime cometido contra o padrasto, no caso, Anderson. 

Nos depoimentos, as pessoas relataram que Flordelis tinha filhos preferidos e que eles a obedeciam fielmente. “A iniciativa foi da Flordelis, ela foi a mentora. Os demais indiciados agiram de acordo com ela, mas ela foi a mentora”, disse Allan Duarte, um dos delegados que participou das investigações do assassinato do pastor Andersom.

Sobre os filhos prediletos da pastora, o tratamento era diferente. "Netos também eram maltratados se não eram filhos dos preferidos, uns ficavam sem estudar e eram maltratados até pela cozinheira. Já vi a cozinheira dando 'colherzada' de pau na cabeça da Ághata. Era uma mentirada familiar para chegar à política. Ali não era um lar familiar, era um hospício”, disse Regiane Ramos Rabello em seu depoimento, ela era amiga da família. Em outro relato sobre os filhos preferidos, Raquel dos Passos Silva, filha de Carlos, um dos réus, contou mais sobre a divisão dos filhos da pastora. “Depois da morte do pastor, a alimentação na casa piorou. Teve um episódio em que as crianças estavam brigando por causa de ovo. Em outra situação era arroz com arroz mesmo. Isso é claro entre os não favoritos. Já teve dia de a gente estar comendo arroz com salsicha e a Lorraine comendo salmão”, contou. 

Havia uma insatisfação desses filhos preferidos com o pastor. Segundo fontes, era ele quem cuidava do dinheiro da casa. "Os filhos preferidos não entendiam por que o pastor ficava com a maior parte do dinheiro e a Flor também ficava insatisfeita, mas nunca falou em separação. Falava que separar ia pegar mal para a igreja. Ela falava que Deus ia levar ele. Que até o final do ano ele iria morrer”, disse uma das noras de Flordelis, Luana Rangel Pimenta, em seu depoimento.

Aleksander Matos Mendes, conhecido como Luan Santos, um dos filhos adotivos da deputada, disse que mantém pouco contato com a família após a morte do pastor por medo. “Minha esposa falava pra mim: ‘Amor, sua família vai te matar. Você está na TV toda hora’. E eu respondia: ‘Eu não tenho medo de morrer, tenho medo de não ver Deus’”, contou ele quando saíam matérias sobre ele após o caso. Ele também contou que compartilhou suas aflições com Carlos: “Luan, já pensou se foi a mãe que mandou matar o pai? Se ela mandou matar ele, ela pode mandar matar a gente”.

Muitos netos e filhos acreditam que Flordelis foi a mandante do crime contra Anderson, já outros, acreditam que não, que ela é inocente. A família se dividiu após o crime.

A juíza Nearis dos Santos Arce, que atua na 3ª Vara Criminal de Niterói, comanda os trabalhos.

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