Comerciante é assassinado com 12 tiros em S. Gonçalo

Leandro saiu de casa após receber um telefonema e acabou morto a tiros no Morro da Bandeira
Foto: Sandro NascimentoPor Marcela Freitas
O comerciante Leandro Freire de Souza Schettine, mais conhecido como Léo, de 30 anos, foi encontrado morto, na manhã de ontem, num dos acessos ao Morro da Bandeira, no Porto Velho, em São Gonçalo. A vítima foi executada com pelo menos 12 tiros, por volta das 23h30 de terça-feira, na Travessa Doutor Torquato Gouveia.
Segundo familiares e amigos da vítima, Leandro, que morava no Campo da Brahma, no mesmo bairro, seguiu para o local do crime após receber um telefonema. Quando chegou ao endereço, ele foi retirado de dentro do carro por homens armados e não teve nem tempo de desligar o veículo, um Gol, encontrado ainda ligado durante a manhã. No início da madrugada, a família foi informada através de mensagem de texto de que Leandro havia sido assassinado.
De acordo familiares, o comerciante começou a demonstrar preocupação após a prisão de um amigo e pensava até em se mudar para Macaé, no Norte Fluminense. Além de ser proprietário de um trailer, Leandro vendia churrasquinho em frente a uma casa de samba, no Vila Lage, onde era muito querido pelos frequentadores.
Pai de Léo, o pastor evangélico José Braz Schettine, 50, esteve no local e disse ter recebido um aviso de Deus sobre o que aconteceu com o filho.
“Estava lendo a passagem do filho pródigo e pedindo a Deus que meu filho voltasse para casa. Mas Deus me revelou que ele não voltaria e vi uma sepultura. Leandro era um rapaz maravilhoso. Não tenho conhecimento do envolvimento dele com nada de errado. Se ele fazia, não me contava. Era bastante trabalhador e bem querido em todos os lugares”, lamentou o pai.
Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) investigam o caso. “Vamos apurar um possível envolvimento do tráfico no crime. Vamos ouvir parentes e familiares para traçar uma linha de investigação”, explicouum dos policiais que estiveram no local.
A polícia, no entanto, não descarta o envolvimento de milicianos no crime.