Laudo pericial sobre causa da tragédia deve sair hoje

Filho de uma das vítimas, José Paulo estava ontem na 73ªDP acompanhado do advogado da família, Edenildo Sarmento
Foto: Alex RamosPor Daniela Scaffo
Policiais da 73ªDP (Neves) - responsáveis pelas investigações da tragédia que terminou com quatro pessoas da mesma família mortas eletrocutadas, no último domingo - deverão conhecer hoje as causas do acidente.
Isso se dará através do resultado do laudo pericial elaborado por uma equipe do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que informará se a ruptura do fio se deu por falha de manutenção ou se foi provocada após a explosão de uma bomba caseira.
A informação foi dada pelo advogado da família, Edenildo Sarmento, que esteve na 73ªDP (Neves), na manhã de ontem, juntamente com José Paulo Moreira, 62, filho de Adão Orlando Silva Moraes, 87, vítima do acidente.
“A família confia na atuação da polícia e não irá deixar o caso ser abafado. Vamos aguardar o resultado do laudo para sabermos que posição iremos tomar, até para que o mesmo não aconteça com outras pessoas”, explicou o advogado.
Tragédia - As quatro pessoas da mesma família, incluindo um bebê de dez meses e seu irmão, de 13, saíam de casa para participar de uma missa, domingo à noite, quando um fio de média tensão se partiu e atingiu o veículo, na Rua Marechal Floriano Peixoto, em Neves.
O estudante Lucas Alcântara de Oliveira morreu tentando resgatar seu irmão mais novo, que já estava no veículo, e acabou sendo atingido pela descarga elétrica. O pai das crianças, Rafael Sergio de Alcântara Oliveira, 36, foi salvar os filhos e também acabou recebendo a descarga. O mesmo ocorreu com o padrasto de Rafael, Adão Orlando Silva Moraes, 87, e a mãe, Maria Nazaré de Alcântara, 60.
Maria Nazaré foi a única sobrevivente da tragédia e permanece internada no Complexo Hospitalar de Niterói, no Centro.
Na última segunda-feira, o Procon autuou a concessionária Ampla pelo acidente. “Se existe a possibilidade de um cabo de média tensão se romper e atingir a via pública, é evidente que o serviço não está sendo prestado com a segurança necessária. Tais cabos, em virtude da tensão envolvida, deveriam sofrer vistoria regular ou não serem instalados sobre uma via pública”, ressalta a autuação do Procon.
A Ampla tem 15 dias úteis para apresentar defesa no setor jurídico do órgão estadual.
Leia mais: Quando o perigo está por um fio. Página 6