Revolta e dor marcam enterro de dona de casa morta pelo sobrinho
A manhã nublada do primeiro sábado do ano - sem as cores alegres do verão - representava bem o que estavam sentindo amigos e familiares de Joelma Lopes Antônio de Oliveira, de 47 anos, executada na véspera do ano novo.
Em meio a muita comoção, revolta e dor, mais de 150 pessoas compareceram, na manhã de ontem, ao Cemitério de São Miguel, no bairro de mesmo nome, em São Gonçalo, para prestar a última homenagem a dona de casa.
Mãe de três filhas, Joelma teria sido morta pelo próprio sobrinho, que morava no mesmo quintal que ela. Segundo familiares, o acusado planejou o crime, já que no Natal chegou a ser surpreendido pelado na casa da vítima.
Leandro da Silva Gomes, de 22 anos - preso em flagrante logo após o assassinato - foi adotado pelos cunhados de Joelma e era tratado com igualdade entre os familiares. No entanto, o comportamento do acusado já estava assustando a tia e as primas, que passaram a trancar a casa por medo dele.
“No Natal, minha sogra o encontrou pelado no quarto dela. Mas ela gritou e ele correu. Depois disso, as meninas mantinham a porta trancada. Ele tinha um comportamento estranho. No quarto dele encontramos um monte de desenho de exorcismo, uma coisa assustadora”, contou o pintor Jorge Azevedo Rodrigues, de 37 anos, cunhado da vítima.
“Ele machucou muito o rosto e o pescoço dela. Uma coisa horrível. Ela não merecia passar por nada disso”, completou Jorge.
Acusado - Após cometer o crime, no início da manhã do dia 31, Leandro ainda teria ficado no portão de casa desejando feliz ano novo para os vizinhos que passavam.
Ainda de acordo com a família, ao ser localizado pelos policiais, ele já levantou as mãos alegando que não tinha matado ninguém, mesmo antes do assunto ter sido abordado. O acusado foi transferido ontem para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.