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Grito de manifesto por Durval tomam as ruas em São Gonçalo

Família do ex repositor diz estar recebendo ameaças e vai registrar queixa na polícia na semana que vem

relogio min de leitura | Redação 12 de fevereiro de 2022 - 13:05

Familiares, amigos e alguns representantes do movimento negro organizaram uma manifestação, na manhã deste sábado (12), na praça do bairro Zé Garoto, em São Gonçalo. Eles pediram por justiça e pela punição do militar que matou a tiros Durval Teófilo, de 48 anos. O autor dos disparos, o sargento da Marinha, Aurélio Alves Bezerra, está preso, e alega ter confundido a vítima com um assaltante. 

"Três tiros é execução. Aquele homem que executou Durval era um profissional treinado. Ele sabia o que estava fazendo", disse Rosa Vitalino, uma das representantes do Movimento Negro.

De acordo com o advogado Luiz Carlos de Aguiar, que vem representando a família de Durval, na última sexta-feira (11), a Marinha do Brasil foi oficiada para prestar esclarecimentos sobre a morte, ocorrida em frente ao condomínio onde os dois morabvam, no bairro do Colubandê.

A esposa de Durval, a viúva Luziane Teófilo e sua filha de apenas seis anos, não moram mais na antiga residência da família, pois alegam estarem recebendo ameaças, de maneira constante, recorrente desde o início das investigações policiais e dá cobertura feita pela mídia. Nesta próxima segunda-feira (14) Luziane irá registrar um boletim de ocorrência. Devido as ameaças que colocam em risco a sua vida e de sua filha, como informado pelo advogado.

"Buscamos resposta do Estado do Rio de Janeiro porque ele tem responsabilidade por essas vidas que têm sido perdidas, abatidas de forma covarde. Buscamos igualdade, direito para viver bem", contou Fátima Andréia Monteiro, outra representante do Movimento Negro.

Entre as 10h e 10h30, mais de cem pessoas se reunirão para começar o ato de manifesto, eles caminharam até a porta da Prefeitura de São Gonçalo. A caminhada foi escoltada por policiais militares e guardas municipais.

"Aquele assassino tirou a vida do meu marido, ele tinha que ser exonerado da Marinha, isso não vai ficar assim. Enquanto eu tiver de pé eu vou lutar por Justiça", disse a viúva Luziane Teófilo.

O crime

A vítima foi morta a tiros na noite do dia 2 de fevereiro em frente ao local onde morava com a família em Colubandê, São Gonçalo. Durval tentou abrir a porta manualmente, mas não conseguiu abri-la automaticamente. Ele seria confundido com um ladrão por um vizinho que estava dirigindo.

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