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Mulher de Durval presta depoimento em delegacia de Niterói

Após deixar DHNISG, Luziane Teófilo clamou por justiça e disse que marido, morto a tiros por militar da Marinha, em SG, foi vítima de racismo

relogio min de leitura | Redação 10 de fevereiro de 2022 - 19:45
Este é o primeiro depoimento prestado por Luziane
Este é o primeiro depoimento prestado por Luziane -

Luziane Teófilo, a viúva do repositor de mercado Durval Teófilo, esteve nesta quinta-feira (10), na Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), para prestar depoimento no inquérito que apura a morte do marido, executado a tiros pelo seu vizinho, o sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra. O crime aconteceu no bairro Colubandê, em São Gonçalo, no dia 2 de fevereiro.

A viúva chegou na DHNSG, junto com sua cunhada e do advogado. Elas decidiram não falar com a imprensa. Este é o primeiro depoimento prestado por Luziane, na delegacia especializada.

Na última sexta-feira (4), Ariadne Villela Lopes, juíza da 5ª Vara Criminal de São Gonçalo, executou o primeiro pedido do MPRJ para a mudança da acusação que foi feita pela Polícia Civil. O caso, que antes era dado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, passou a ser de homicídio doloso, quando existe a intenção.

Neste sábado (12), familiares e amigos de Durval realizarão uma manifestação na Praça Zé Garoto, em São Gonçalo. Durval Teófilo foi atingindo por tiros na porta de sua casa, no bairro do Colubandê. 

Após duas horas de depoimento, Luziane Teófilo durante sua saída, clamou por justiça, voltando a afirmar que o marido foi vítima de racismo.

"Tudo que eu mais quero e estou gritando é por justiça, foi racismo sim. Nesse momento eu não aceito perdão. Foi um crime bárbaro", disse Luziane.

Ainda segundo ela, a Marinha não prestou nenhuma assistência para a família. "Em nenhum momento ninguém ligou pra gente, nem pra dar os pêsames", contou a viúva. 

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