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PM que matou motorista em Maricá, segue livre três anos depois

Justiça decide hoje se policial que matou funcionário público de Niterói, em 2019, vai a júri popular

relogio min de leitura | Redação 02 de fevereiro de 2022 - 16:06
Se for condenado, o PM pode pegar de 12 a 30 anos de prisão
Se for condenado, o PM pode pegar de 12 a 30 anos de prisão -

Acusado de assassinar o funcionário público Bruno Gonçalves Crespo, de 38 anos, o PM Luiz Felipe Mendes de Souza, lotado no 23°BPM (Leblon) sentará no banco dos réus durante audiência de instrução e julgamento nessa quarta-feira (3), três anos após o crime, que ocorreu na madrugada de 19 de janeiro de 2019, num bar de Itaipuaçu, em Maricá. Durante todo esse tempo, familiares e amigos de Bruno acompanharam as investigações de perto, e agora esperam que a Justiça comece a ser feita, com a ida do PM ao Tribunal do Júri. A pena pode ser de 12 a 30 anos de prisão, em caso de condenação.

Bruno foi morto pelo PM com um tiro nas costas
Bruno foi morto pelo PM com um tiro nas costas |  Foto: Reprodução
 
A motivação da discussão foi um balde de cervejas que as amigas da vítima teriam colocado, por engano, na mesa em que estava o PM. O Bruno nem teria participado dessa discussão Delegado Gabriel Poiava, na época do crime
 

De acordo com informações de policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), a vítima, que trabalhava como motorista do chefe de gabinete da Prefeitura de Niterói, estava num bar localizado na Rua Professor Cardoso Menezes, conhecida como antiga Rua 1, quando houve uma discussão entre o PM e um grupo de pessoas numa mesa ao lado, onde Bruno estava sentado.

"A motivação da discussão foi um balde de cervejas que as amigas da vítima teriam colocado, por engano, na mesa em que estava o PM. O Bruno nem teria participado dessa discussão. Na saída do bar, o policial sacou uma arma, efetuando diversos disparos para cima e depois em direção ao grupo. Um desses tiros atingiu Bruno pelas costas", contou na época, o delegado da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG), Gabriel Poiava.

PM pode pegar até 30 anos de prisão, se for condenado
PM pode pegar até 30 anos de prisão, se for condenado |  Foto: Divulgação
 

Durante as investigações, policiais foram à casa do acusado, em Itaipuaçu, e encontraram a bermuda e acessórios usados pelo PM no dia do crime, identificadas por câmeras de segurança. As peças foram apreendidas e levadas para a DHNISG.

Contra ele, chegou a ser expedido um mandado de prisão temporária de 30 dias, e ele acabou se entregando após ficar foragido por cerca de 15 dias, mas foi liberado para responder ao processo em liberdade.

A data da audiência de instrução e julgamento foi publicada no Diário Oficial do Tribunal de Justiça. "Considerando o provimento nº 55/2015, que estabelece um prazo mínimo de 20 dias úteis para que os mandados sejam encaminhados à Central dos Oficiais de Justiça, bem como o Aviso TJ, de que não poderão ser designadas audiências no período de 20/12/2019 à 20/01/2020, em razão do recesso forense e das férias dos advogados, DESIGNO a audiência de instrução e julgamento para o dia 03/02/2022, às 16:30 horas, a ser realizada de forma PRESENCIAL na sala de audiência deste juízo. Intimem-se/requisitem-se todos. Requisite-se o réu (policial militar). A convocação das testemunhas servidores públicos, se dará, no caso da PMERJ, através do correio eletrônico apresentacao@cintpm.rj.gov.br; no caso da PCERJ, por meio do correio eletrônico convocacaojudicial@pcivil.rj.gov.br; e, no caso de outros órgãos, através de seus respectivos canais de comunicação. Dê-se ciência ao MP e à defesa", informa o comunicado.

Fuga - Após o crime, o policial militar se escondeu na casa de familiares em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, se apresentou no batalhão da área acompanhado de um advogado e confessou o crime. Ele alegou que comemorava o aniversário de casamento junto com a esposa, e que estava alcoolizado.

A polícia chegou a investigar se a mulher do PM teve participação no crime, já que após atirar nas costas de Bruno, ele fugiu num carro dirigido por ela. Em depoimento, ela afirmou que estava dormindo dentro do carro e teria acordado com a confusão.

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