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Policiais e empresários são presos por desvio milionário

relogio min de leitura | Redação 18 de dezembro de 2015 - 21:36

Segundo o MP, empresas de saúde eram contratadas pela PM através de licitações irregulares

Foto: Divulgação

Acusados de desviarem mais de R$ 16 milhões do fundo de saúde da PM, 12 oficiais da corporação foram presos, na manhã de ontem. Entre eles o coronel Ricardo Coutinho Pacheco, ex-comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), em São Gonçalo, e o major Artur Cruz Junior, atualmente lotado no 12ºBPM (Niterói). O ex-comandante-geral da PM, coronel José Luís Castro Menezes, também está sendo investigado por participação nos desvios.

Além dos militares, mais 13 pessoas, incluindo uma ex-funcionária civil da PM e 12 empresários, também tiveram seus mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça e acabaram presas durante a Operação Carcinoma, deflagrada por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança.

Segundo o MP, as investigações começaram após o então diretor do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, coronel médico Armando Porto Carrero, desconfiar de fraude na compra de uma quantidade excessiva de ácido paracético (produto químico desinfetante utilizado para a limpeza de materiais e equipamentos hospitalares).

O oficial procurou o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, que determinou a apuração das negociações suspeitas.

Ainda segundo o MP, os denunciados controlavam os processos administrativos que resultavam na celebração de contratos de compras de materiais e insumos pela corporação na área da saúde. Assim, se beneficiavam do pagamento de propina em dinheiro pelas empresas contratadas, cujo valor chegava a 10% do montante de cada contrato.

Estas empresas eram contratadas pela PM por meio de procedimentos licitatórios irregulares ou beneficiadas por meio de dispensa de licitação, tudo previamente combinado entre os empresários e os militares.

O articulador do esquema era o lobista Orson Welles da Cruz, servidor público ocupante de cargo comissionado na Secretaria Estadual de Governo e membro suplente da Comissão de Ética do PMDB fluminense.

Todos são acusados dos crimes de organização criminosa, dispensa de licitação, corrupção ativa, corrupção passiva e peculato. Os PMs vão responder, em âmbito militar, por peculato e corrupção passiva.

Os policiais acusados de envolvimento no desvio de verba pública foram identificados como: Ricardo Coutinho Pacheco, coronel PM; Kleber dos Santos Martins, coronel PM; Décio Almeida da Silva, coronel PM; Helson Sebastião Barbosa dos Prazeres, major PM; Andreia Carneiro Ramos, major PM enfermeira; Delvo Nicodemos Noronha Junior, major PM; Sérgio Ferreira de Oliveira, major PM; Maycon Macedo de Carvalho, major PM; Artur Cruz Junior, major PM; Luciana Rosas Franklin, capitã PM; Dieckson de Oliveira Batista, tenente PM; Marcelo Olímpio de Almeida, subtenente PM; Ana Luiza Moreira Gaspar, ex-funcionária civil da PM.

Entre os empresários denunciados estão: Cláudia Lucia de Souza, Ilma Maria dos Santos, Claudio Teixeira da Silva, da Gama Med 13 Com. e Serv. Ltda.; Artilano Francisco da Silva, da Comercial Feruma Ltda.; Joel de Lima Pinel, da Bioalpha Serviços & Comércio de Materiais Médicos Hospitalares Ltda.; Cainã Albuquerque Pinel, Temístocles Tomé da Silva Neto, da Bioalpha Serviços & Comércio de Materiais Médicos Hospitalares Ltda.; Tiago Medeiros Cunha, Luciene Moreira Andrade, da M&C Comércio e Soluções de Equipamentos; Rodrigo Gomes Theodoro dos Santos e Leonardo Pereira dos Santos, da Medical West.

Insumos destinados ao Hospital da PM de Niterói também foram adquiridos de forma fraudulenta
Insumos destinados ao Hospital da PM de Niterói também foram adquiridos de forma fraudulenta

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