Polícia Civil realiza reprodução simulada para saber de onde partiu o tiro que matou Vítor

Ministério Público realiza investigação independente da Polícia Civil

Escrito por Redação 04/01/2022 20:36, atualizado em 04/01/2022 20:36
Reprodução simulada teve apoio do CORE e do 7º BPM
Reprodução simulada teve apoio do CORE e do 7º BPM . Foto: Layla Mussi

Foi realizada às 16h desta terça-feira (4) a reprodução simulada da morte do jovem lutador Vítor Reis de Amorim, de 19 anos, morto no último dia 28 no Morro da Jaqueira, no bairro Patronato, em São Gonçalo. A reconstituição tem como objetivo saber de onde partiu o tiro que matou o jovem e também esclarecer as circunstâncias da morte.

Por volta das 15h40, equipes do 7º BPM (Batalhão de São Gonçalo), da Polícia Civil, Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Corregedoria da Polícia Militar seguiram em direção ao Patronato, com o apoio de um blindado, para que a perícia fosse realizada. O procedimento foi feito por 6 peritos criminais e acompanhado pelo delegado titular da 73ª DP (Neves) e responsável pelo caso, Leonardo Macharet. Os quatro policiais que estavam na ação que resultou na morte de Vítor também estavam na reconstituição. O horário escolhido para a reprodução do crime é o mesmo em que o jovem foi morto na última semana. 

De acordo com o delegado Leonardo Macharet, todo o procedimento foi 'esclarecedor'. "Foi importante para a gente tentar elucidar qual foi a dinâmica, com todas as dificuldades que os PMs passaram no momento da diligência, bem como a visibilidade que os supostos traficantes também tinham. Foram tiradas fotos com os dois ângulos de visão, nós conseguimos identificar o local onde ele teria corrido e teria sido encontrado já baleado, o local ainda tá sujo de sangue, nós colhemos material para nos certificar só de que o sangue seria do Vítor", disse o delegado, que também mencionou o tiro que acabou matando o jovem. "O tiro entrou na lateral direita e saiu pelo ombro. Hoje na recognição foi possível verificar o motivo desse tiro inclinado, foi que o Vítor - seguindo a tese de que tudo aconteceu na forma como foi narrada - ele estaria numa laje um pouco mais acima e por isso o tiro entrou nessa inclinação, nós vamos agora aguardar o laudo da perícia", completou. 

O pai da vítima, Valnecir Ferreira compareceu ao local da perícia, mas passou mal e não conseguiu acompanhar. A polícia aguarda o pintor para prestar depoimento sobre o ocorrido. Marcado para a última semana, o pai da vítima acabou não comparecendo e o depoimento precisou ser adiado, mas a data ainda não foi confirmada. 

"Eu aproveitei a oportunidade e intimei o pai do Vítor para que ele fosse ouvido, para que nós pudéssemos ter mais esclarecimentos quanto ao modo de vida dele, suposta ou não participação dele com o tráfico, todo esse histórico familiar dele que também é importante para a investigação. No mais, se houver alguma diligência ainda a ser esclarecida, faremos acariações o que for necessário para podermos elucidar o caso da melhor maneira possível.

De acordo com os peritos, o resultado deve sair em torno de 30 dias.

Ministério Público realizará investigação independente

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira que está realizando uma investigação independente da Polícia Civil para também desvendar as circunstâncias da morte do Vítor e também de onde partiu o tiro. Segundo a nota, agentes do Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça (GAP/MPRJ) já estiveram no local e identificaram testemunhas, além de colher imagens de câmeras de segurança. A Promotoria de Justiça de Investigação também informou que está mantendo contato com o pai da vítima.

Confira a nota:

"A 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial do Núcleo São Gonçalo informa que instaurou Procedimento Investigatório Criminal (PIC), no qual realiza investigação independente da Polícia Civil sobre os fatos. Agentes do Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça (GAP/MPRJ) já estiveram no local, com a finalidade de identificar eventuais testemunhas e fazer levantamento das câmeras de segurança para possível recolhimento de imagens que possam auxiliar na investigação. A Promotoria informa também que manteve contato com o pai da vítima e que toda prova produzida no inquérito policial também será analisada e aproveitada junto ao PIC instaurado." 

/Reprodução simulada teve apoio do CORE e do 7º BPM
Reprodução simulada teve apoio do CORE e do 7º BPM. Foto por Layla Mussi
. Foto por Layla Mussi

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