Após morte de lutador, armas dos PMs serão recolhidas
Jovem será enterrado nesta quarta-feira

A Polícia Civil informou que recolheu as armas dos policiais que participaram da ação que acabou resultando na morte do lutador Vítor Reis de Amorim, de 19 anos, na última terça-feira (28) no Morro da Jaqueira, em São Gonçalo, que estava em um bar com amigos. A família afirma que o tiro que matou o jovem partiu de policiais militares. Vítor chegou a ser socorrido ao pronto-socorro, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a Polícia Civil, os policiais militares e os familiares da vítima vão prestar depoimento. Os agentes também procuram testemunhas que possam ajudar a esclarecer a situação. O caso também está sendo analisado pela Corregedoria da Polícia Militar.
Nesta quarta-feira (29), o governador do Rio, Cláudio Castro, também comentou o caso. "A investigação já está na Polícia Civil. A nossa polícia é a que mais pune aqueles que erram. Se errou, será punido, mas eu nunca condeno antes do devido processo. Eu sou favorável à polícia, mas sempre respeitando que o agente não cometa o excesso. Se errou, será exemplarmente punido, caso contrário, não terá condenação antecipada do policial".
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Relembrando
De acordo com os familiares de Vítor, o jovem ouviu os disparos na localidade e tentou correr para se proteger, quando, segundo testemunhas, os policiais atiraram contra eles. Segundo o pai do lutador, Vanelci Ferreira, o tiro atingiu o jovem nas costas. O pai também afirmou que não teve troca de tiros e que os policiais militares debocharam da mãe do menino.
"Os policiais deixaram o meu filho agonizando por mais de 30 minutos baleado. Os PMs ainda debocharam da mãe dele falando que ela teria que fazer outro filho", contou ele. "Coronel peço que o senhor me desculpe, mas o senhor estava no seu gabinete. O que você tá falando é o que falaram pra você. E passaram pra você que teve troca de tiros. Você falou que tinha uma pistola apreendida, cadê essa pistola? Essa pistola foi apresentada aonde? Em delegacia nenhuma vi essa pistola, não vi nada, ninguém me falou nada sobre isso. O senhor está passando pra frente o que te passaram. Agora, o senhor falar que eu tô equivocado, não estou equivocado não. O senhor está falando isso porque não foi o seu filho que morreu", acrescentou o pintor em resposta à uma fala da Polícia Militar.