'Faraó das Bitcoins' é réu em uma acusação de tentativa de homicídio
Ele teria mandado matar o concorrente dele

Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como 'Faraó dos Bitcoins', pode estar envolvido em mais um crime. Segundo informações, desta fez o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) acolheu, na última terça-feira (14), a denúncia feita pelo Ministério Público (MPRJ) que diz que o empresário pode ter sido o culpado pela tentativa de assassinato de Nilson Alves da Silva, o Nilsinho. Os dois homens trabalham com criptomoedas e são concorrentes.
Nilsinho teria afirmado aos clientes, ainda no início de 2021, que Glaidson seria preso e que esses clientes perderiam tudo o que investiram em criptomoedas. Nilsinho afirmou para as pessoas que elas só evitariam isso se transferissem o dinheiro da empresa de Glaidson para a dele. Essa foi a motivação para o crime supostamente cometido por Glaidson e, a partir daí, ele teria orquestrado um plano para assassinar o concorrente.
Nesse plano, orquestrado no dia 20 de março, Nilsinho foi abordado e baleado por, pelo menos, quatro homens enquanto dirigia seu carro. O caso ocorreu em Cabo Frio. Nilsinho sobreviveu após ficar internado no hospital e, desde então, os policiais vem investigando o caso. Além de Glaidson, mais cinco pessoas são rés do crime. O caso segue sendo investigado pela 126ª DP (Cabo Frio).
Também está sendo investigada a morte de Wesley Pessano que também foi feita pelos mesmo homens que tentaram matar Nilsinho. Wesley era investidor de criptomoedas e foi morto enquanto ia até um salão de beleza, no dia 04 de agosto, para cortar o cabelo. Ele e um amigo foram rendidos enquanto andavam de carro e foram abordados pro criminosos que atiraram contra ele. O caso ocorreu em São Pedro da Aldeia.
O Faraó dos Bitcoins está preso desde agosto acusado de organização criminosa e fraude ao sistema financeiro nacional. No mês passado, foram encontrados pela Polícia Civil contratos da GAS consultoria, empresa de Glaidson, na casa de um homem apontado como operador da milícia atuante em Rio das Pedras e em Muzema, na Zona Oeste do Rio. A Justiça Federal chegou a determinar o bloqueio de R$ 38 bilhões em nome da empresa e de contas do “Faraó”, quantia movimentada desde 2015.